São Paulo, 03 de Dezembro de 2016

/ Negócios

Empresas brasileiras geram US$ 19 milhões em negócios nos EUA
Imprimir

Evento de economia criativa reuniu empreendedores e investidores em Austin, no Texas. O resultado foi melhor do que a estimativa de US$ 7 milhões da Apex, que levou 57 brasileiros

A participação brasileira no maior evento de economia criativa do mundo, o americano South by Southwest (SXSW), em Austin, nos Estados Unidos, gerou US$ 18,9 milhões em negócios.

O resultado foi melhor que os US$ 7 milhões estimados pela Apex (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos), responsável pela seleção das 57 empresas. No ano passado, a presença nacional gerou US$ 5 milhões.

Essa foi a segunda participação do Brasil no megafestival de tecnologia, cinema, música, games e mídias sociais, que conta com presença robusta de países como Alemanha, Canadá, México e Inglaterra.

Além dos quase US$ 19 milhões em negócios para serem firmados em até um ano, o trade show permitiu também a captação de US$ 7,97 milhões em investimentos para as empresas brasileiras nos próximos anos.

LEIA MAIS: Como a imaginação se tornou uma nova fonte de prosperidade e   "A produção brasileira dá audiência à TV paga"

Já as startups selecionadas pela Apex obtiveram US$ 6,8 milhões para estruturar seus negócios. Antes do encontro, as 11 startups que participaram do chamado Startup Village estimaram em US$ 25 milhões a necessidade de investimentos de todo o portfólio.

Elas tiveram a oportunidade de se reunir com três potenciais investidores e parceiros de negócios selecionados pela organização do festival. "Para um único evento, em dois dias, avaliamos como bem positivo esse resultado", disse Igor Brandão, coordenador dos projetos setoriais da Apex.

A Apex tem ampliado a atuação nos Estados Unidos e o SXSW é parte deste esforço. Em 2014, a agência levou 28 empresas a Austin, entre startups e empresas já consolidadas de diversos setores da economia criativa.

Pela Casa Brasil, espaço para apresentação do conteúdo brasileiro de economia criativa e networking, passaram mil pessoas por dia para assistir às palestras, workshops, shows, filmes, games entre outros.

Amure Pinho, CEO da Blogo - empresa que criou um aplicativo que funciona como editor para blogueiros profissionais - foi pela segunda vez ao festival com dois objetivos: encontrar com executivos de algumas empresas específicas, grandes players do mercado, como a Dropbox, Dobe e HP, e conversar com investidores para acelerar o desenvolvimento e aumentar o segmento de mercado.

"Aprendi com os erros do ano passado e fui muito focado neste ano, com o apoio da Apex. É tanta coisa boa que você quase se perde", afirmou. Ele conversou com dez investidores, dos quais cinco ainda mantêm as negociações. A expectativa é de que consiga aportes de US$ 600 mil até o fim do primeiro semestre.

"Esse dever de casa de mapear quem são os potenciais parceiros e investimentos, além dos concorrentes, é fator-chave do sucesso da participação das empresas", avaliou Brandão.

A Blogo foi criada em agosto do ano passado e já tem 10 mil clientes em 80 países. Nos cinco meses de 2014, a empresa faturou R$ 230 mil.

O aplicativo ainda só roda no Mac, da Apple. Até o primeiro semestre, eles vão lançar uma versão para o Ipad - com mercado 25 vezes maior do que o Mac, o que deve garantir R$ 600 mil de faturamento em 2015 e de 25 mil a 35 mil clientes. O próximo passo, com o apoio dos investimentos, é fazer uma versão para o Windows em 2016, o que aumentará exponencialmente o mercado.

"O dólar caro ajudou. Por mais que a economia brasileira esteja passando por período conturbado internamente, é uma excelente oportunidade para investidores de fora se associarem a bons negócios sem gastar muito", afirmou.

Para Alexandre Petry, coordenador de investimento estrangeiro direto da Apex, esse nicho de mercado conseguiu se sobressair ao marasmo da economia brasileira atualmente. "Se não estamos no melhor do momento, os investidores têm a certeza que podem aportar recursos aqui porque daqui a dois, três, quatro anos, o país vai voltar a crescer", disse.

EVENTO DÁ PROJEÇÃO PARA STARTUPS

Criado como um evento de música em 1987, o SXSW cresce a cada ano e ganha cada vez mais respeito como um dos maiores festivais de criatividade.

As atrações do evento misturam música, cinema e tecnologia. Entre as empresas iniciantes de tecnologia, o SXSW tem se tornado um dos eventos mais importantes do mundo. Inclusive para as startups brasileiras o festival tem sido considerado produtivo, se sobrepondo a outras feiras famosas, como o TechCrunch Disrupt, organizado no segundo semestre, em São Francisco.

Foi no SXSW, por exemplo, que o Twitter ganhou projeção mundial, A empresa havia sido lançada nove meses antes do festival, mas ficou conhecida após pagar US$ 11 mil para ter seu produto exibido em monitores do Centro de Convenções de Austin, onde é realizado parte do evento.



Batizado de Mining Lab, neste primeiro ciclo, a Votorantim vai se concentrar em projetos nas áreas de nanotecnologia e energias renováveis

comentários

Terceiro homem mais rico do planeta, ele usa sua fortuna para tentar reinventar a imprensa e se envolve com exploração espacial. O mercado espera para ver quanta transformação Bezos ainda será capaz de promover

comentários

A fundação está em busca de ideias inovadoras. Os interessados têm prazo até 31 de outubro para apresentar propostas

comentários