São Paulo, 25 de Setembro de 2016

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Dia dos namorados: com muito amor, mas pouco consumo
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Pesquisa revela que mais da metade dos casais pretendem gastar menos em compras agora do que em 2014, que foi a pior data comemorativa em vendas

A expectativa de compra dos consumidores para o 12 de Junho não é das melhores. Pesquisa feita pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) mostra que 52,4% dos consumidores pretendem gastar menos agora do que em 2014.

Em 2014, o Dia dos Namorados foi a pior data comemorativa do ano, com queda de 8,63% nas vendas a prazo em relação ao ano anterior. Desta vez, a previsão também não é otimista.

O valor médio esperado é de R$ 138 e 82% dos consumidores pretendem pagar à vista. Mais da metade daqueles que pretendem gastar menos justifica a cautela por razões de desemprego ou endividamento.

O índice é mais representativo entre mulheres (37%) e nas classe C, D e E (31%). Mesmo entre os que acreditam que vão gastar mais, 31% disseram que o incremento na despesa se deve à inflação e ao preço mais alto dos produtos.

Quase 80% dos consumidores acreditam que o valor do produto está mais alto que em 2014 e apenas 18,5% afirmaram que teve algum aumento de salário.

Segundo a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti, o cenário econômico, determinante para o comportamento das vendas, também tem impacto nas datas comemorativas.

"A desaceleração da economia, com o crédito aos consumidores cada vez mais restrito, a inflação elevada e as altas taxas de juros, diminui o poder de compra do consumidor e a principal medida para salvar as finanças é o corte de gastos", diz, em nota distribuída à imprensa.

MARIDO E MULHER

Ao contrário do que se pode esperar, a maioria dos presenteados no Dia dos Namorados serão os casados (67,9%). Os homens pretendem presentear o cônjuge mais do que as mulheres. Isoladamente, eles são 76,7%.

Poucos companheiros, porém, devem receber mais do que um presente, já que 76,3% dos entrevistados não pretendem comprar mais do que um agrado. As classes C, D e E se mostraram mais sensibilizadas com a data comemorativa e o porcentual de consumidores que planejam comprar pelo menos dois presentes é 4% maior nesse grupo.

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Os produtos preferidos para presentear são roupas (46,5%), seguidas por calçados (22,2%), perfumes e cosméticos (22,2%) e acessórios de moda (10,3%). Mas a maioria não deve gastar mais em comemorações, já que 49,3% já anunciaram que preferem ficar em casa. Apenas 18,5% vão sair para jantar fora e pouco mais de 8% pretendem ir ao motel.



Ritmo de crescimento é inferior aos 17% de 2015, segundo o Índice Cielo. Mesmo assim, desempenho é superior à média do varejo total no período, que foi de 4%

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Agora ele espera que o discurso se materialize na prática, de acordo com o presidente do Citi no Brasil, Hélio Magalhães

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Com quedas cada vez menos intensas, o varejo paulistano começa a reagir, mesmo operando no vermelho. Na primeira quinzena de setembro, o recuo foi de 5,3%

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