São Paulo, 25 de Setembro de 2016

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Confiança do varejo atinge queda recorde
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Indicador da FecomercioSP que mostra a percepção dos empresários com relação à economia atingiu em abril o pior nível desde o início da série histórica, iniciada em 2011

A confiança dos empresários do comércio caiu 6,2% em abril ante março, para 84,9 pontos, atingindo o menor nível da série histórica, iniciada em março de 2011, segundo pesquisa da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP). 

Na comparação com abril do ano passado, a retração foi de 22,1%. O indicador varia de zero (pessimismo total) a 200 pontos (otimismo total).

A FecomercioSP diz que já antecipava, no fim de 2014, que o início deste ano não traria muitas novidades e acrescenta que os resultados negativos nas vendas da Páscoa devem repercutir para uma possível queda de confiança do empresário em maio. 

"Os resultados indicam que a percepção geral do empresário do comércio é muito pior do sugeriam as projeções e mostra claramente que a falta de perspectivas e o mau desempenho é generalizado", diz a entidade em relatório.

O índice de confiança é dividido em três segmentos. Na avaliação sobre condições atuais, houve queda de 11,2%, na margem, para 49 pontos. No caso das expectativas futuras, o indicador recuou 4,9%, para 124,7 pontos. E o subíndice de investimentos registrou retração de 5%, para 81,1 pontos.

Na análise por porte, as grandes empresas, que historicamente são mais  confiantes, pelo segundo mês consecutivo estão no mesmo patamar das pequenas. 

No caso das empresas com mais de 50 empregados, o índice passou para 85,9 pontos em abril, queda de 6,9% ante março, enquanto nas empresas com até 50 funcionários houve retração de 6,2%, para 84,9 pontos.

O índice de confiança da FecomercioSP contempla as percepções do setor em relação ao seu segmento, a sua empresa e à economia do País. São realizadas entrevistas com 600 empresários na capital, em painel fixo de empresas, com amostragem segmentada por setor (não duráveis, semiduráveis e duráveis) e por porte de empresa (até 50 empregados e mais de 50 empregados). 

A pesquisa é referente ao município de São Paulo, mas sua base amostral reflete o cenário da região metropolitana.



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