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Começa 43ª edição da São Paulo Fashion Week


Com redução da verba da Prefeitura e do número de patrocinadores, organizadores tentam reinventar o evento e olhar para o futuro


  Por Thais Ferreira 13 de Março de 2017 às 14:19

  | Repórter tferreira@dcomercio.com.br


Nesta segunda-feira (13/3) começa mais uma edição da São Paulo Fashion Week (SPFW), o principal evento de moda do Brasil.

Mais de 30 marcas, entre elas seis estreantes, irão desfilar suas criações no Pavilhão da Fundação Bienal, no Parque do Ibirapuera.

Neste ano, a crise econômica mostrou suas garras ao evento.  A Prefeitura de São Paulo reduziu a cota de patrocínio. O repasse caiu de R$ 5,6 milhões para R$ 3,5 milhões – uma redução de 37,5%.  

O número de patrocinadores também foi reduzido: eram 20 empresas, na última edição em outubro de 2016, e agora somam apenas nove.

TEMA

Em meio a essas baixas, os organizadores tentam reinventar a semana de moda de São Paulo. Desde o ano passado, o evento aboliu a divisão clássica de desfiles primavera/ verão e outono/ inverno.  Agora, as edições são temáticas.

 A atual edição ganhou o nome de “In-Pactos”. A ideia, de acordo com o manifesto de Paulo Borges, diretor criativo e idealizador do SPFW, é refletir um momento de transformação, um novo ciclo: marcado por mudanças disruptivas, novas tecnologias e pela economia colaborativa.

“A mudança é inevitável. O que funcionava até ontem já não funciona mais. Estamos construindo o futuro e aprendendo juntos”, afirmou Borges em nota.

Um dos reflexos desse novo momento da SPFW é a mudança das estratégias de vendas. Muitas marcas aderiram ao conceito “see now, buy now “, (veja agora, compre agora, em inglês).

Em vez de esperar meses para começar a comercializar a nova coleção, as empresas estão optando por vender as peças dias ou horas após os desfiles.

PROJETO ESTUFA

Apesar dos cortes nos patrocínios, a edição está repleta de novidades. A primeira é o Projeto Estufa, uma inciativa da C&A, que tem como objetivo promover o debate sobre o mercado de moda.

Palestrantes como Renato Meirelles, do Instituto Locomotiva, e o estilista Alexandre Herchcovitch irão debater os novos comportamentos dos consumidores, tecnologia, sustentabilidade e inovação.

A programação também acontecerá na Bienal, mas será aberta ao público que adquirir os ingressos. Os preços variam entre R$ 25 a R$ 50 ao dia.

Essa iniciativa deve ajudar a conectar o público interessado em moda com a SPFW – uma vez que os desfiles e os espaços principais são apenas para convidados.  

CIDADE LINDA

Outra novidade é participação da Prefeitura de São Paulo com o programa Cidade Linda, criado pelo prefeito João Dória.  No espaço do evento, haverá uma exposição fotográfica que exalta os grandes símbolos da capital paulista e a ligação da moda com a cidade.

Para estimular a inclusão de diversos públicos, a Prefeitura manteve o projeto “A moda no CEU”, que está em sua 9ª edição. A iniciativa promove debates e workshops sobre moda em algumas unidades dos Centros Educacionais Unificados (CEU’S).        

EMPREENDEDORISMO

Assim como nas edições anteriores, as micro e pequenas empresas também têm espaço no evento.  O Convênio Contextualizar na Moda, parceria da SPFW como o Sebrae e o Instituto de Moda e Design (IN-MOD),  irá levar 200 empresários numa missão técnica para conhecer os bastidores da semana de moda.

Por meio de palestras e atividades, os participantes terão a oportunidade de expandir seus conhecimentos sobre mercado moda de luxo.

Além disso, cinco pequenas empresas, previamente selecionadas, terão a oportunidade de desfilar suas criações durante o último dia do evento. 

FOTO: Divulgação