São Paulo, 04 de Dezembro de 2016

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Carrefour anuncia que vai abrir o capital da subsidiária no Brasil
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Isso ocorrerá, porém, somente quando o mercado estiver em um momento positivo. Abilio Diniz, por meio da holding Península, já comprou 10% da operação

O Carrefour mantém o plano de oferecer ações da filial brasileira ao mercado. Se houver condições favoráveis na economia, a operação pode acontecer em 2015. A informação foi revelada nesta sexta-feira, 16, pelo diretor financeiro do grupo francês, Pierre-Jean Sivignon, durante teleconferência com analistas e investidores.

"Em algum momento de 2015, nós estaremos prontos para um IPO no Brasil. Nós estaremos prontos, mas a operação só será realizada se o mercado estiver em um momento positivo", disse o executivo. Há cerca de um mês, quando o Carrefour anunciou o ingresso do empresário Abílio Diniz - antigo dono do Grupo Pão de Açúcar - no capital na filial brasileira, o presidente mundial da varejista francesa, Georges Plassat, disse que a "janela para um IPO não estava aberta" na época.

Durante a teleconferência, Sivignon comentou em tom positivo a chegada do ex-rival Abílio Diniz à rede varejista no Brasil. Por meio da holding Península, Diniz adquiriu 10% da subsidiária brasileira. "Agora, temos o investimento da Península em nossa empresa no Brasil. A família de Diniz é a Península. Nós vamos nos beneficiar da ampla experiência dele para continuar a desenvolver multiformatos no Brasil", disse.

A direção mundial do Carrefour olha com cautela para o momento desfavorável da economia brasileira. Apesar dos problemas gerados pela acomodação da atividade, as vendas continuam em alta na rede varejista e a empresa mantém a aposta no mercado nacional, especialmente na nova classe média.

"A economia brasileira está claramente desacelerando e há incerteza com a economia. Mas nós temos de ter em mente que vendemos alimentos e itens de vestuário básico. São necessidades básicas para a crescente classe média", disse o diretor financeiro do grupo francês, Pierre-Jean Sivignon, durante teleconferência com analistas e investidores
PÃO DE AÇÚCAR
"Decepcionante" e "perturbador" foram os adjetivos usados pelos analistas do Goldman Sachs e do Bank of America Merrill Lynch para definir os resultados de vendas do negócio alimentar do Grupo Pão de Açúcar (GPA).

Considerando apenas os negócios de alimentos (Extra, Pão de Açúcar e Assaí), a receita líquida atingiu R$ 9,818 bilhões entre outubro e dezembro do ano passado. No critério mesmas lojas, que considera apenas unidades abertas há mais de um ano, as vendas do segmento alimentar cresceram 1% no quarto trimestre de 2014 na comparação anual.

Em relatório, os analistas Irma Sgarz, Bernardo Cavalcanti e Alencar Costa, do Goldman Sachs, avaliaram que os números do segmento são uma surpresa "levemente negativa" para o mercado. Segundo eles, o resultado indica que não houve melhora significativa no desempenho de vendas dos supermercados e hipermercados da bandeira Extra.

Após vendas fracas no terceiro trimestre, o GPA anunciou um plano para recuperar o crescimento na marca, que é a que vem apresentando os piores resultados.

LOJA DO PÃO DE AÇÚCAR: RESULTADO AQUÉM DA EXPECTATIVA

O relatório dos analistas abordou também a estratégia mais agressiva de preços adotada pelo GPA. "O investimento em preço sem uma resposta nos volumes está machucando o crescimento nominal de vendas", concluíram. Já o crescimento da bandeira Assaí, isoladamente, foi visto de forma positiva, mesmo com desaceleração. "O formato de atacado de autosserviço continua ofuscando as vendas mais fracas das outras bandeiras, mas ainda ficou aquém de nossa estimativa", disseram os analistas.

Para o Bank of America Merrill Lynch, o desempenho de vendas do Grupo Pão de Açúcar revela uma recuperação no negócio de eletroeletrônicos da Via Varejo (Casas Bahia e Ponto Frio) no quarto trimestre. Ao mesmo tempo, os analistas Robert E. Ford Aguilar, Melissa Byun, Nicole Inui e Vinicius Saraiva classificaram como "perturbador" o baixo crescimento nas vendas do negócio de alimentos. Isso, segundo eles, é uma preocupação num momento em que a inflação de alimentos sozinha cresce em torno de 7%.

No caso da Via Varejo, os analistas consideraram que a companhia se recuperou depois de uma retração no indicador de vendas "mesmas lojas" no terceiro trimestre, quando o fim da Copa do Mundo gerou uma redução na demanda. Uma precificação mais agressiva, a Black Friday forte e um melhor planejamento ofuscaram a fraqueza do mercado de eletroeletrônicos, avaliaram.
Apesar de considerarem que a desaceleração do consumo ainda deve afetar o setor, os analistas ponderam que a Via Varejo tem potencial para ganhar participação no mercado. 

 



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