São Paulo, 04 de Dezembro de 2016

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Brasil já é o quarto mercado de vendas diretas no planeta
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Congresso mundial do setor, que abre nesta segunda-feira (10) no Rio de Janeiro, debaterá como as empresas que atuam neste canal podem tirar partido da era digital

Antecedidos pelos Estados Unidos, China e Japão, Brasil e Coreia do Sul estão posicionados atualmente como quarto maior mercado no ranking internacional da venda direta, que movimentou mundialmente US$ 180 bilhões em 2013, de acordo com estatísticas da WFDSA, a federação internacional de associações de venda direta, que inicia nesta segunda feira (10) seu 14º congresso no Rio de Janeiro [confira aqui a programação]

“Em nenhum outro país esses itens tem tanta expressividade nas vendas da categoria como no Brasil”, afirma Alessandro Carlucci, presidente da WFDSA e ex-CEO da Natura.

Representam 28,6% do total comercializado ante 7,7% nos Estados Unidos, 9,9% no Japão e 15,5% na China. E é exatamente essa categoria que torna a América Latina o segundo mercado de venda direta do planeta, de acordo com o Euromonitor International.

O crescimento do canal tem sido igualmente expressivo na China e na Índia. Os mercados emergentes, que concentram 85% da população e 40% das vendas globais, devem crescer 3% a cada ano nos próximos anos, de acordo com o instituto.


Alessandro Carlucci, presidente da federação mundial de venda direta (WFDSA)
Foto: Estadão Conteúdo

Uma prioridades de Carlucci à frente da federação internacional tem sido promover estudos e debates sobre como introduzir inovações no sistema de venda direta. “O mundo está mudando muito velozmente e empresas que até ontem eram bem-sucedidas saíram do negócio porque não perceberam novas tendências no comportamento de compra dos consumidores”, justifica.

No radar das novidades, há empresas mundo afora que já vem se valendo dos avanços tecnológicos para agilizar e potencializar os negócios. É o caso da coreana Amore Pacific, fabricante de cosméticos, que conectou digitalmente sua força de vendas e utiliza esses recursos para coletar dados dos consumidores.

É também o caso da Rodan & Fields, fabricante americana de produtos para pele, cuja operação é virtualmente online. Carlucci considera o modelo de venda direta altamente promissor e adequado para o futuro dos negócios. “Deve se tornar um grande facilitador da reinvenção das relações de trabalho nos próximos 30 anos”, afirma.

Segundo ele, a crise europeia mostrou que no futuro não haverá espaço para uma abrangente relação formal de trabalho: “O mundo vai precisar de uma alternativa de empreendedorismo para essa inadequação que está se formando e para uma geração que cada vez mais questiona se quer ter emprego e chefes”.

Isso deverá significar uma mudança cultural importante, uma vez que, na Europa, vigora uma regulamentação de protecionismo social, muito diferente do que ocorre nos mercados asiáticos, onde o ímpeto empreendedor encontra menos barreiras para se desenvolver.

Para que todas as associações nacionais possam ter ideia do que ocorre em outros países, a federação internacional constituiu um comitê especialmente dedicado a analisar as diferentes legislações, bem como um painel de troca de experiências e difusão de boas práticas.

O evento, que se estende até quarta-feira, tratará de negócios na era digital, convergência de mídias sociais, engajamento e mobilização social, como conquistar o novo consumidor, a situação das vendas diretas no mundo e oportunidades e desafios na América Latina.



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