São Paulo, 28 de Maio de 2017

/ Leis e Tributos

Por trás dos trilhões
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A ACSP e o IBPT irão mostrar, em reunião plenária, os impactos da elevação da carga tributária no cotidiano do brasileiro

Ao longo dos últimos dez anos, quem olhou para prédio da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), no centro histórico da capital paulista, viu o Impostômetro apontando o ritmo da arrecadação tributária. No acumulado desse período, o painel registrou mais de R$ 12,8 trilhões em tributos, valor que saiu do bolso do contribuinte e entrou nos caixas dos governos federal, estaduais e municipais. 

Na próxima terça-feira, dia 5, à 10 horas, o tributarias Gilberto Luiz do Amaral, do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT) estará na sessão plenária da ACSP para destrinchar o que está por trás dessa arrecadação vultosa. 

“A ideia da reunião é mostrar como os números mostrados pelo Impostômetro influenciam a vida do cidadão. Além disso, queremos frisar o objetivo do painel, que é chamar a atenção da população para o quanto ela paga em impostos, dando argumentos para que reivindique serviços públicos de qualidade’, diz Alencar Burti, presidente da ACSP e da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp). 

Nesses 10 anos o Impostômetro virou uma espécie de ponto turístico da cidade de São Paulo, inspirou painéis semelhantes - como o Jurômetro, o Importômetro, entre outros. Também virou notícia em publicações internacionais. O jornal japonês Nihon Keizai Shimbun, por exemplo, publicou uma reportagem fazendo um contraponto entre a arrecadação tributária brasileira e a qualidade dos serviços públicos. 
 
Em 2014 o painel mostrou uma arrecadação de R$ 1,8 trilhão. Para este ano, mesmo com a economia fraca, é esperado aumento desse valor. Nesse caso, o aumento deverá acontecer pelo lado da elevação de impostos. 

O governo federal já elevou a alíquota do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), tem correções programadas para a Pis/Cofins e para a Cide-combustível. Além disso, medidas de desoneração, como a redução de alíquotas do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), que até o ano passado beneficiaram alguns setores, não vigoram mais.

“O Impostômetro é uma eficiente ferramenta para o exercício da cidadania pois possibilita ao brasileiro cobrar dos governantes e políticos a melhor aplicação dos valores arrecadados em benefício de toda a sociedade”, afirma Gilberto Luiz do Amaral, do IBPT. 

 

 



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