São Paulo, 03 de Dezembro de 2016

/ Leis e Tributos

Nem precisou de meio ano para a arrecadação bater no R$ 1 trilhão
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O Impostômetro da ACSP atinge a marca trilionária na próxima segunda-feira, 29. A velocidade da arrecadação está crescendo. Em 2014 o valor foi alcançado 11 dias depois dessa data.

O ano é de crise, de economia lenta, mas o fisco é hábil e ligeiro. Antes mesmo da metade do ano ele terá arrancado do bolso do brasileiro R$ 1 trilhão, dinheiro que entra nos cofres públicos por meio de impostos, taxas e contribuições cobradas desde o primeiro dia do ano.

A arrecadação trilionária, da União, Estados e municípios, será alcançada na segunda-feira, dia 29, por volta das 12h20, e vai ser registrada pelo Impostômetro da Associação Comercial de São Paulo (ACSP). 

Este ano, a marca do trilhão será atingida com 11 dias de antecedência se comparada com o ano passado. Vale lembrar que boa parte do ajuste fiscal implantado pelo governo para colocar as contas em ordem resultou no aumento de impostos ou retirada de desonerações.

O Pis/Cofins sobre combustíveis aumentou, e a Cide voltou; a alíquota do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) foi elevada; a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para veículos foi anulada, entre outras medidas que ajudaram no aumento da arrecadação.

A ACSP promete se mobilizar, chamando a atenção do contribuinte para a velocidade com que os tributos são captados pelos governos. 

A entidade fará uma ação embaixo do Impostômetro envolvendo itens típicos dessa época do ano. O painel está instalado na Rua Boa Vista, no Centro histórico da capital paulista. No local haverá um sanfoneiro, bandeirinhas e distribuição de pipoca.

Também será promovida uma ação nas redes sociais, com oi uso do slogan “São Pedro... Socorro!!! #tachovendoimposto”.

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Esse é o valor relativo a impostos, taxas e contribuições que saiu do bolso dos consumidores, desde o início do ano, e foi para os caixas dos governos

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Em 2015, esse mesmo valor foi registrado também em 11 de novembro

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O ritmo da arrecadação diminuiu porque a economia está fraca, mas o impacto dos impostos no bolso do consumidor ainda é grande

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