São Paulo, 06 de Dezembro de 2016

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Impostômetro chega a R$ 700 bi... a caminho dos R$ 2 tri
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O painel, que registra a arrecadação de tributos, vai se adaptar à nova fórmula de cálculo do PIB trazida pelo IBGE. Com isso, os números serão ainda mais potencializados

O Impostômetro da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) vai registrar a marca de R$ 700 bilhões nesta sexta-feira (15/5), às 8 horas. No ano passado, igual valor foi alcançado apenas no dia 9 de junho, o que denota um aumento no ritmo da arrecadação causado pelo fim de desonerações e do aumento de alíquotas de impostos, como a do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).

A metodologia para se chegar aos números do Impostômetro está sendo refeita para andar em sintonia com as mudanças nos cálculos do PIB realizadas recentemente pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE). Com isso, a arrecadação deve crescer ainda mais.  

Com os novos cálculos o painel deverá ultrapassar a marca de R$ 2 trilhões no último dia do ano.

“Com essa atualização na metodologia, acompanhando a divulgação dos dados oficiais, o painel continuará fazendo seu papel de ajudar a dar transparência do quanto é desembolsado, dia a dia, pelo contribuinte brasileiro”, comenta Alencar Burti, presidente da ACSP e da Facesp (Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo).

O QUE MUDA

Com a nova metodologia os valores exibidos pelo painel passam a considerar novos dados de arrecadação, como o Imposto de Renda Retido dos funcionários públicos estaduais e municipais, novas taxas e contribuições federais determinadas pela Lei nº 13.080/2015 (arrecadações de entidades e fundos como contribuições para o Sistema S, FNDE, Incra, DPC, Apex-Br e ABDI). 

Também foram incluídas arrecadações de municípios que não estavam sendo informadas à Secretaria do Tesouro Nacional. 

Em breve, para efeito de comparação, a ACSP vai divulgar todas as marcas do Impostômetro alcançadas nos anos anteriores, revisadas, considerando-se essa atualização de metodologia.

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Ontem como hoje: crescimento econômico na última década não se refletiu em mais igualdade no mercado de trabalho. Com ou sem crise, as mulheres brasileiras continuam trabalhando mais –cinco horas a mais, em média – e ganhando menos

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