São Paulo, 29 de Maio de 2017

/ Leis e Tributos

Conselhão pede a Temer para 'não aumentar impostos'
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Governo diz que concessões terão investimentos de R$ 45 bi e gerarão 200 mil empregos

O grupo de empresários, lideranças sociais e especialistas criado para assessorar o presidente Michel Temer entregou mais cedo uma lista de 15 propostas para alavancar o desenvolvimento do Brasil.

A primeira frase do primeiro item pede explicitamente que o governo não aumente a carga tributária. É exatamente o contrário do que a equipe econômica cogita fazer.

"Sem aumentar a carga tributária, criar imediatamente um IVA federal", sugere o grupo na lista publicada na internet.

O Imposto sobre Valor Agregado é um imposto nacional que substituiria uma série de tributos como o PIS/Cofins federal, o ICMS estadual e o ISS municipal.

O Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES), o Conselhão, pede que o novo sistema esteja funcionando totalmente em 2018.

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, porém, confirmou reportagem publicada pelo Broadcast, serviço de notícias em tempo real do Grupo Estado, que revela que o governo pode aumentar impostos para amenizar a situação fiscal.

Em outras áreas, o Conselhão pede que Temer desburocratize a economia com a extensão de direitos de um decreto de 2009 que simplifica procedimentos com o governo e dispensa até o reconhecimento de firma em algumas situações.

Além disso, a lista de sugestões passa ainda pela criação de um Plano Safra plurianual, adoção de política nacional de formação de professores com promoções meritocráticas e instalação de internet banda larga em todas as escolas do País, entre outras medidas.

FOTO: Agência Brasil



"A crise tem potencial de risco de atrasar a consolidação fiscal, reduzir as chances de aprovação da reforma da Previdência e diminuir o ritmo de corte dos juros", afirma economista-chefe do Goldman Sachs

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A exemplo de seus pares, Alencar Burti, presidente da ACSP e da Facesp (na foto) pede o prosseguimento da votação das reformas trabalhista e da previdência

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A estimativa é da consultoria de risco Eurasia, que aposta que essa será a saída do governo, pois há pouca margem de manobra para redução de gastos

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