São Paulo, 01 de Outubro de 2016

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Hashtags: O jeito certo de usar
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Boas campanhas são aquelas que tocam na #almadoconsumidor

Não há atualmente como conseguir impacto em redes sociais como Facebook, Twitter e Instagram sem utilizar as chamadas hashtags. É uma ferramenta barata – ou mesmo gratuita – e muito menos complicada do que se imagina. 

Hashtags nada mais são do que palavras ou expressões usadas após o sinal de jogo da velha (“#”), que têm como finalidade organizar e agrupar assuntos que, de outra forma, ficariam perdidos em milhões de mensagens postadas nas comunidades virtuais. Isso porque o símbolo “#” torna o termo digitado um link que pode ser imediatamente clicado por qualquer pessoa. E alguém que faça uma busca pela hashtag em questão encontrará facilmente tudo o que foi publicado com as palavras utilizadas.

Quer dizer que uma empresa deve então sair pelas redes sociais publicando tudo quanto é post com a hashtag de sua marca ou de seus produtos? Não, nada disso. Dificilmente uma campanha desse tipo vai engajar os consumidores. A não ser os fãs fiéis, ninguém estará apenas interessado numa divulgação que aparenta ser estritamente comercial. Ao entrar nas comunidades on-line, as empresas precisam atrair a atenção pelo lado emocional e gerar algum tipo de empatia, identificação e autenticidade. 

A rede carioca de moda Farm, no início, tentou expor produtos nas redes sociais, mas não obteve retorno. Atualmente, a Farm tem mais de 1,8 milhão de curtidas no Facebook, quase 50 mil seguidores no Twitter e 260 mil seguidores no Instagram, pois mudou totalmente sua forma de interagir com os consumidores virtuais. A empresa ganhou o público quando passou a publicar em seu perfil virtual fotos de usuários que usam hashtags com a palavra “Farm”. 

Foi criada a campanha #tonoadorofarm. Clientes e simpatizantes são convidados a postar fotos com essa hashtag tendo como cenário o Rio de Janeiro, e as imagens podem ficar populares quando publicadas na página oficial da marca no Instagram. Uma foto com três meninas em pose zen, contemplando o pôr do sol do alto de um morro, recebeu 7 mil curtidas, e outra de uma garota na praia com seu cachorro, 11 mil curtidas.  

Mesmo sem estar usando roupas e acessórios da Farm nas fotos, quem adere à proposta torna-se garoto ou  garota-propaganda da marca. É possível, também, fazer o oposto. A Petite Jolie, empresa gaúcha de calçados femininos voltada ao público jovem, que concentra seu marketing via blogs e redes sociais, pede para suas consumidoras tirarem fotos com sapatos da marca e pés para cima. As melhores fotos aparecem no perfil oficial do Instagram. Só que, ao contrário do exemplo da Farm, a hashtag criada não leva o nome da empresa: #MaisCorPorFavor. Isso dá sutileza à campanha. A Petite Jolie tem quase 1,4 milhão de curtidas no Facebook e 80 mil seguidores no Instagram.

Se parece difícil, ou arriscado, pensar numa hashtag, o empreendedor também pode pesquisar e utilizar termos relacionados ao negócio que estejam em alta.Em alguns casos, os próprios consumidores é que começam, por conta própria, a divulgar a marca. As fãs da Melissa, por exemplo, publicavam voluntariamente fotos com a hashtag #melissadodia. A marca percebeu esse movimento e passou a estimular a mania, publicando algumas imagens no seu perfil do Instagram.

Dá para aproveitar também assuntos que estejam em alta e fazer uma divulgação relacionada. Se for algo que toque na alma das pessoas, ainda melhor. Por exemplo, aproveitando o movimento mundial de conscientização de combate ao câncer de mama “outubro rosa”, a rede de academias de ginástica Cia Athlética colocou um espelho em cada unidade para que os clientes tirassem – e depois postassem – selfies de apoio à campanha, com a hashtag #selfierosa. 

Outra forma de utilizar hashtags que movimenta as redes sociais são concursos. O site de empregos Curriculum, por exemplo, comemorou os 12 anos de empresa com um concurso cultural pelo Twitter. O prêmio era uma viagem de intercâmbio em parceira com a EF – Education First para os Estados Unidos ou Canadá, e os participantes deveriam escrever uma mensagem defendendo por que deveriam ser os ganhadores, utilizando a hashtag #pqeumereco.

Agora, se for para promover mesmo um produto ou serviço, que seja de maneira divertida. A Motorola lançou novo celular com a hashtag #AdeusTijolão. Para introduzir uma nova cerveja no mercado, a Schincariol publicou em seu site uma fechadura e convidou as pessoas a tuitarem com a hashtag #bemmisteriosa. Quanto mais usuários aderiam, mais a fechadura se revelava, até que, após 44 mil tuítes, todos puderam ver atrás da porta a celebridade Paris Hilton, garota-propaganda do lançamento da cerveja Devassa Bem Loura.  Uma campanha que só uma grande empresa pode bancar, mas que pode inspirar empreendimentos menores a encontrarem soluções criativas – e bem mais baratas – para engajar os internautas.

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