São Paulo, 08 de Dezembro de 2016

/ Inovação

Grife carioca desponta entre as mais inovadoras do mundo
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Pequenas empresas em áreas de negócios que não existiam há cinco anos dividem espaço com as gigantes da internet no ranking da Fast Company

Na hora de inovar, tamanho não é documento. Marketing engajado, negócios sociais, alternativas para o mercado de trabalho e tecnologia para enfrentar as mudanças climáticas são algumas das novas razões para ingressar na lista das empresas mais inovadoras do mundo. Publicado pela revista americana Fast Company, especializada em negócios, tecnologia e inovação, o ranking se tornou uma vitrine para acompanhar a frenética evolução dos mercados nos dias de hoje. 

Em 2015, grife carioca Reserva foi a única brasileira a figurar na lista, como uma das mais inovadoras da América Latina por seu marketing descolado e engajado em causas sociais. Criada pelos amigos Rony Meisler e Fernando Sigal, em 2006, tem uma rede 36 lojas próprias e cinco franqueadas e faturou R$ 230 milhões em 2014. Poderia ser um fato isolado entre as companhias de internet e tecnologia que reinam no ranking há anos, como Google, Apple, Facebook, Amazon e Netflix.

 

RONY MEISLER, PRESIDENTE DA RESERVA: ÚNICA BRASILEIRA NA LISTA DA "FAST COMPANY"

 

Mas justamente este ano, um azarão ficou em primeiro lugar, com uma história não muito diferente da marca carioca, a rede de óticas Warby Parker. Criada na internet, mudou para o mundo físico, faturou U$100 milhões em 2014 e também constrói sua marca aliada à responsabilidade social e filantropia. A pequena companhia passou a frente da Apple, Google, Alibaba e Instagram no ranking 2015 da "Fast Company".

Durante dois anos, a revista incluiu o Brasil entre os setores listados. Desde 2013, passou a haver uma única lista para a América Latina. Rever as empresas brasileiras ganhadoras nos últimos cinco anos traz um retrato dinâmico do capitalismo nacional. Pelos acontecimentos vividos pelo país nestes últimos tempos, algumas escolhas são surpreendentes, e outras, bem ... a Fast Company não podia prever o futuro. Veja os resultados:

2011 – A lista das 10 mais inovadoras do Brasil foi ocupada na maior parte por figurões da economia tradicional, como Ambev, Gerdau, Metalfrio, Embraer e Natura. A companhia aérea Azul liderou o ranking, que teve também a Petrobras. Quebraram o padrão de big empresa o instituto de pesquisa Embrapa e uma empresa social, a Solar Ear, criadora de um aparelho auditivo movido a energia solar.

2012 – Duas startups lideraram o ranking nacional e ainda ganharam posição na lista das 50 mais inovadoras do mundo, a Bug Agentes Biológicos, de biotecnologia para o agronegócio, e a Boo-box, agência de publicidade digital. Na lista, de novo a Petrobras em companhia do Grupo EBX de Eike Batista. Na lista das 50 mais do mundo, as pequenas empresas atuantes em nichos ligados à ecoeficiência e negócios sociais começam a dividir mais espaço com as grandes, lideradas pela Apple.

2013 – No ranking continental, o Brasil emplacou seis empresas. Entre startups de produtos e serviços para o agronegócio, como a Enalta, primeira colocada, e Gran Bio, figurou a Netshoes. Nenhuma foi para o ranking das 50 mais inovadoras, vencido pela Nike. 

2014 – Cinco empresas brasileiras dominaram a seleção da América Latina, com a Braskem na frente e também em 41º entre as Top 50. Um escritório de arquitetura, uma empresa de TI de gestão financeira e um estúdio de design ficaram ao lado do Magazine Luiza, escolhido por sua entrada no e-commerce e pela abertura de lojas dentro de favelas. A campeã mundial foi o Google e em segundo lugar, o braço de filantropia do grupo Bloomberg.

2015 – Apenas uma empresa brasileira entrou na lista latino-americana, a grife Reserva. As outras listadas, empresas de tecnologia ou finanças, estão divididas entre Chile, Argentina, Uruguai e México. A marca Warby Parker, inovadora no uso da customização e do marketing filantrópico, desbancou a Apple e o Google. 



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