São Paulo, 05 de Dezembro de 2016

/ Inovação

Falta capital humano para pesquisa avançar no Brasil
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Quem diz isso é Benjamin Benzaquen Sicsú,, vice-presidente de inovação da coreana Samsung, que mantém cinco mil PhDS em 13 centros mundiais de pesquisa e desenvolvimento

O número de pessoas capacitadas para pesquisa e desenvolvimento (P&D) é muito pequeno para resolver os problemas do país. A avaliação é do vice-presidente de inovação da multinacional Samsung, Benjamin Benzaquen Sicsú, que participou hoje do 4º Seminário de Incentivo à Inovação, promovido pelo Instituto Valor, em São Paulo. Segundo ele, só a Samsung tem cinco mil PhDs distribuídos em seus 13 centros de pesquisa e desenvolvimento pelo mundo. Mas, no Brasil, onde mantém dois destes centros, possui apenas vinte PhDs. Dos cerca de 260 mil empregados da companhia coreana, 65 mil se dedicam a buscar inovações, ou 25% do quadro. 

"Se não investirmos em educação, começando pela básica, não vamos avançar no capítulo da inovação e desenvolvimento", disse ele.

Em ranking sobre a competitividade em 43 países, da Fiesp, o Brasil está na 39ª posição, com 21,5 pontos - só à frente de Turquia (20 pontos, 40º lugar); Colômbia (19 pontos), Indonésia (17,4 pontos) e Índia (10,3 pontos).

Sicsú lembrou que a Samsung já registrou 39 patentes no país, nos últimos anos, quase o dobro do que as empresas brasileiras registraram nos últimos 23 anos. Ele observou que no Brasil leva-se de oito a dez anos para registrar uma patente, contra de um a três anos no exterior.

Para o ex-presidente da Embraer e da Petrobras Ozires Silva, o Brasil perde muito do ponto de vista comercial, ao investir pouco em pesquisa e desenvolvimento, já que é invadido por tecnologia do mundo inteiro, mas não tem produtos vendidos em grande escala em outros países. Ele disse que é preciso que as empresas invistam mais em P&D, já que os planos nacionais de desenvolvimento feitos em Brasília nunca funcionaram.

No Brasil, o investimento em pesquisa e desenvolvimento está atualmente em US$ 24,2 bilhões ao ano, enquanto nos EUA essa cifra chega a US$ 398,2 bilhões.

"A Coreia do Sul e a China eram países esquecidos quatro décadas atrás. Através da inovação, hoje, seus PIBs rivalizam com o dos EUA".

Já o CEO da Acelera Partners, Beny Rubinstein, uma empresa que investe em startups e prepara os empreendedores para receber este recursos, afirmou que não falta dinheiro para aplicar em boas ideias. Mas, no Brasil é difícil encontrar bons projetos fora das grandes cidades do Sul do país, já que não existe uma rede que os conecte aos investidores.(Agência Globo)



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