São Paulo, 04 de Dezembro de 2016

/ Gestão

Veja as 4 principais ferramentas para fisgar seu cliente na internet
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Criar comunidades, convergir vendas físicas e online e elaborar um marketing personalizado são alguns desafios para transformar conectividade em consumo

O mundo virtual nunca esteve tão presente no cotidiano. Quando não estão sentadas à frente de um computador, as pessoas estão conectadas nos smartphones ou tablets. De fato, acessar a internet 24 horas por dia e sete dias por semana é uma tendência mundial.

Mas o que toda essa conectividade representa para as empresas? Essa é a questão central do estudo “Connected consumers are not created equal: a global perspective" ("Consumidores Conectados não são criados igualmente: uma perspectiva global", em tradução livre) realizado pela consultoria ATKearney com 10 mil pessoas em 10 países. 

De acordo com a pesquisa, 51% dos internautas brasileiros permanecem online o dia todo, o que representa o maior índice entre os países analisados, que incluem Estados Unidos, Reino Unido e Japão. Esse fenômeno é comum a populações farta em jovens usuários de smartphones - depois do Brasil o país com mais usuários conectados é a Nigéria, seguida pela Índia.

Todos esses usuários conectados não representam, ainda, um número significativo de compradores online. Esse é grande desafio para as empresas para os próximos anos: transformar internautas em clientes. 

ONDE ESTÃO OS CONSUMIDORES

Para as lojas físicas a escolha de um ponto comercial pode significar o sucesso ou o fracasso de um negócio. Nas vendas online, a lógica é parecida: é preciso ir onde os clientes estão. Atualmente, na internet esses lugares são as redes sociais: a pesquisa da ATKearney mostrou que, em todos os países, a maioria dos internautas gasta grande parte do seu tempo passeando pelas redes socais.  

Mais uma vez os brasileiros aparecem na dianteira. Somos a população que passa mais tempo nesse tipo de plataformas: 58% do período online é gasta nas redes sociais. Apenas de 9% do tempo dos brasileiros na internet é dedicado às compras, a menor fatia entre os países pesquisados. Ou seja, a conectividade no Brasil é uma das mais altas, enquanto o consumo ainda é muito baixo. 

Quando a questão é marketing online, os banners e os pop-ups ainda são uma forma efetiva de chamar a atenção dos internautas brasileiros. O mesmo não ocorre em países como os Estados Unidos, em que esse tipo de publicidade está perdendo eficiência. As decisões de compra, no Brasil, também residem nas linhas do tempo das redes sociais - especialmente na avaliação de produtos, serviços e a reputação da marca. 

PREFERÊNCIAS NA HORA DAS COMPRAS

Mesmo que a maior parte das compras ainda seja realizada em lojas físicas, a internet tem bastante influência para os consumidores. Metade dos internautas entrevistados disse que usa o smartphone para checar o preço e as informações dos produtos, mesmo quando estão nas lojas físicas. O mesmo acontece com as compras pela internet: 60% dos internautas que realizam uma compra online procuraram as lojas físicas das marcas antes ou depois das transações. 

Dessa forma, a pesquisa aponta a importância dos multicanais de vendas para conquistar os consumidores. Se por um lado, as lojas físicas oferecem uma experiência sensorial e maior envolvimento com a marca, por outro, as lojas online tornam os produtos mais acessíveis. Não vale opor as lojas físicas e online, mas construir estratégias para que esses canais consigam trabalhar em sintonia para atrair cada vez mais clientes. 

TENDÊNCIAS

O estudo sinaliza que, para conquistar o mundo online, as empresas precisam pensar diferente. Há alguns anos era possível construir a reputação da marca e despertar o desejo a partir de ações unilaterais, sem interferência ativa dos consumidores. Hoje, isso não é mais possível. A internet trouxe uma interlocução com os clientes que não é mais possível ignorar. Confira algumas tendências apontadas pelo estudo da ATKearney: 
 
Personalizar: O estudo aponta que as empresas precisam estar cada mais próximas de cada um dos clientes e precisam entender o que ele deseja consumir. O marketing digital, para ser eficaz, deve ser direcionado para o perfil de cada um dos consumidores. Para isso, ferramentas como geo-localização e o uso de base dados são essenciais. 

Construir comunidades: Reunir clientes em torno das marcas ou de interesses e causas em comum é essencial e marcas como Starbucks, Le Pain Quotidien, Nike e Burberry já mostraram a eficiência desse tipo de movimento. A identificação com as empresas é uma das razões para as pessoas voltarem às lojas, consumirem os produtos e se tornem defensoras e embaixadoras da marca. 

Trocar informações com os clientes: As empresas têm de se comunicar de forma efetiva com os consumidores e isso significa estar aberto aos elogios e as críticas. A ideia de que a empresa controla a imagem marca se tornou ultrapassada, principalmente por causa das redes sociais. 

Educar e contar histórias: Os clientes querem conhecer cada vez mais o que estão consumindo, por isso, hoje, empresas produzem vídeos sobre suas próprias histórias e sobre como usar seus produtos. O estudo aponta que a criação e curadoria de conteúdo são as mais importantes competências para o futuro dos negócios. 



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