São Paulo, 30 de Setembro de 2016

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Um milhão de manifestantes ocupam a região da Avenida Paulista, em SP
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Protestos cobram o fim da corrupção e pedem o impeachment da presidente Dilma Rousseff

Os protestos marcados para este domingo (15/3) reúnem manifestantes em 16 estados em todo o país. Em São Paulo, o protesto marcado para as 14h já reúne mais de 1 milhão de pessoas na Avenida Paulista e suas imediações. A manifestação segue pacífica - dois grupos isolados foram detidos portando explosivos.

Caminhoneiros realizaram no início da tarde deste domingo, na pista local da Marginal do Rio Tietê (sentido Castelo Branco), um protesto contra o governo da presidente Dilma Rousseff. Com bandeiras do Brasil e faixas pedindo "Fora, Dilma" penduradas, os caminhões seguem pela via fazendo buzinaços. Por conta do protesto, o trânsito segue lento no sentido Castelo Branco. São cerca de 40 caminhões que seguem em direção à avenida Paulista.

Em Brasília, cerca de 50 mil pessoas, segundo a Polícia Militar, estiveram reunidas em um protesto na região da Esplanada dos Ministérios e caminham em direção ao Congresso Nacional, em Brasília. A maioria veste camisas com as cores da bandeira do Brasil e grita palavras de ordem como "Fora, Dilma".

O protesto deste domingo (15) é pacífico e as cobranças são variadas. A maioria protesta contra a corrupção e em apoio às investigações da Operação Lava Jato e ao juiz que conduz o processo, Sérgio Moro. Algumas pessoas vestem camisetas com frases como "Fora, Dilma" e pedem o impeachment da presidente da República. 

Integram a manifestação grupos como o Movimento Brasil Contra a Corrupção (MBCC), Movimento Brasil Livre, Movimento Limpa Brasil, Movimento Vem pra Rua, entre outros. O manifesto está marcado para ser encerrado ao meio-dia.

O protesto conta com seis caminhões de som. O aluguel do maior deles custou R$ 6 mil. Segundo um dos líderes da manifestação, o gerente de projetos Jefferson Bank, os manifestantes fizeram uma "vaquinha" para fazer o pagamento via WhatsApp. Também de acordo com ele, a Polícia Militar estaria obstruindo as rodovias que dão acesso a Brasília para esvaziar o movimento.

Todos os manifestantes podem falar ao microfone, exceto políticos. Também é proibido falar em apoio a partidos. Alguns ironizam as manifestações em apoio ao governo da última sexta-feira. "Alguém aqui recebeu camiseta ou ganhou R$ 35 para estar aqui?", questionam os manifestantes.

12 MIL NAS RUAS EM BH

A manifestação contra a corrupção na Praça da Liberdade, na capital mineira, reúne 12 mil pessoas, segundo a Polícia Militar. Conforme o coronel Ricardo Machado, o ato segue tranquilo, sem nenhuma ocorrência grave. Na semana, a polícia havia dito que colocaria 15 mil pessoas do efetivo em Belo Horizonte, em esquema parecido com o que foi feito na Copa do mundo e das Confederações.

Para o coordenador do movimento Vem Pra Rua, Daniel Dayrell, há 15 mil pessoas no local. "Hoje marca o início da revolução no Brasil. As pessoas estão mais politizadas, vendo o que é correto. Queremos a depuração do que está acontecendo. Somos contra o impeachment, intervenção militar. Só queremos a apuração da corrupção e penalidade dos corruptos", declarou.

Há a intenção do grupo de descer para a Praça da Savassi, mas ainda sem confirmação. Dayrell disse que o ato se estenderá a tarde. Há gritos de "fora Dilma", "fora PT" e faixas pedindo auditoria no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e Caixa Econômica Federal.

EM COPACABANA

Policiais militares estimam que a passeata que partirá da praia de Copacabana, neste domingo (15), contra a presidente Dilma Rousseff, reúna neste momento 15 mil pessoas. Os organizadores falam em 30 mil.

O protesto está concentrado ainda na altura da Rua Sá Ferreira e vai começar a se deslocar na direção do Leme. A dispersão já acontece em frente ao Hotel Copacabana.

Do alto do carro de som, líderes de movimentos que convocaram o protesto dizem que no Brasil todo a mobilização seja de 2 milhões de pessoas. Eles recolhem assinaturas pelo impeachment de Dilma.

Eles orientam os participantes a não brigarem caso apareçam manifestantes pró-Dilma. Na entrada da praia de Copacabana, pessoas que vinham caminhando desde o Leblon para a passeata discutiram rapidamente com um homem que gritou contra eles. Entre as palavras de ordem, os manifestantes gritam "Quem não é comunista sai do chão" e "Somos coxinhas, mas somos trabalhadores". O Hino à Bandeira o Hino Nacional foram cantados, assim como músicas de Cazuza, Geraldo Vandré e Gonzaguinha.

O mecânico Rogério Martins, que passava de bicicleta pela Avenida Atlântica, com uma bandeira vermelha enrolada no pescoço, foi hostilizado, agredido e expulso do local por manifestantes que participam de ato contra a presidente Dilma Rousseff na orla de Copacabana, na zona sul do Rio.

Depois de ser empurrado e cair da bicicleta, o mecânico foi cercado por policiais, que o escoltaram até uma rua transversal. Chamado de "ladrão" e "comunista", Martins não reagiu às agressões.

Um manifestante com a camisa da seleção brasileira tentou arrancar sua bandeira vermelha, com o símbolo do Movimento Nacional de Luta pela Moradia. Um policial que estava ao lado impediu e a devolveu para o mecânico, que guardou a bandeira na pochete.
"Eu não fiz nada e tentaram me espancar", disse Martins, antes de deixar o local de bicicleta.

NORTE E NORDESTE ADEREM AOS PROTESTOS

Mesmo a região Nordeste, reduto eleitoral de Dilma Rousseff, teve registros de manifestações. Em Salvador, na Bahia, segundo a Polícia Militar, cerca de 6 mil manifestantes prostestaram nesta manhã no Farol da Barra.

No Recife, em Pernambuco, a Polícia Militar contabiliza 8 mil pessoas. Em Fortaleza, no Ceará, o protesto somou 4 mil pessoas, segundo a Polícia Militar. Em Aracaju, capital do Sergipe, o movimento reuniu 700 pessoas.  

Cerca de 10 mil pessoas, de acordo com a Policia Militar de Alagoas, participaram na manhã deste domingo em Maceió, do ato contra o governo da presidente Dilma Rousseff. Organizado pelo movimento Brasil Livre, manifestantes percorreram 3 km pela orla da capital alagoana, com pedidos de "Fora Dilma" e de impeachment da presidente. O ato terminou com a execução do Hino Nacional brasileiro.

Em Manaus, no Amazonas, a Polícia Militar contabilizou 12 mil manifestantes.

* Com agências
* FOTO: Agência Brasil
(última atualização 16h33)



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