São Paulo, 30 de Maio de 2017

/ Gestão

O que aprender com o caso do "Rei do iPhone"
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Mensagem de cliente agradecido viraliza na web e multiplica a freguesia de um quiosque no centro de São Paulo

O caso do Rei do iPhone, em que uma simples atitude transformou a percepção das pessoas em relação ao negócio em questão, demonstrou o quanto a qualidade das experiências e o comportamento empresarial são os verdadeiros elementos qualificadores do lucro.

Resultado financeiro, cada vez mais, é consequência de uma conduta alinhada às expectativas da sociedade.

Outra lição positiva deste caso refere-se ao fato de que se trata de uma pequena loja na rua Santa Ifigênia, em São Paulo – e não uma enorme corporação com tentáculos nos cinco continentes.

Muitas pessoas torcem o nariz ao afirmar que gerir uma marca é para quem tem porte, tempo, recursos, ou todos os fatores ao mesmo tempo. No entanto, é melhor começar o quanto antes a pensar nisso.

Mais do que pensar um novo negócio como Start-up, que tal mudar um pouco o modelo mental na direção de um outro termo: Brand-up? E por que esta mudança?

Primeiro, porque o ciclo de vida dos produtos e serviços tende a ser progressivamente efêmero. Coisas surgirão e desaparecerão em uma velocidade espantosa. Como o Uber sobreviverá quando aparecer algo melhor, por exemplo? Onde ficará a marca? O que ela representará? Um serviço específico ou novas formas de fluir em cidades caóticas?

Uma das dicas neste sentido refere-se ao propósito que impulsiona as empresas. Se uma marca pauta-se em ganhar dinheiro e ser vendida para um grande investidor, começou errado.

Isso é consequência de algo que faça sentido para a sociedade. Por essa razão, cabe a ela nascer contemporânea e alinhada às expectativas dos cidadãos. Assim, não fica presa ao que oferece hoje e tem mais condições de sobreviver no futuro.

Depois, pensar o negócio como marca leva imediatamente a uma reflexão sobre a qualidade das experiências que ela proporciona.
Quanto mais cedo a liderança e os colaboradores estiverem dispostos e comprometidos a concretizarem o propósito na prática, melhor.

A questão não é mais descobrir a inspiração que move a empresa, mas encontrar as formas mais eficazes de colocá-la para rodar e transformá-la em elementos concretos que permitam à organização dialogar bem com todos os públicos: clientes, imprensa, fornecedores e assim por diante.

Internamente, a questão da cultura, portanto, é essencial. E quanto antes ela for pensada de modo estruturado, menos energia se gastará no longo prazo para atrair talentos, reter pessoas-chave, engajar em cenários de mudança e, claro, estruturar processos que façam a empresa ganhar escala rapidamente.

A agenda do CEO de uma Brand-up transcende a sobrevivência e o crescimento da marca: ela contempla a cultura que entregará melhores produtos, serviços e resultados à sociedade.

Estas e outras reflexões não demandam investimentos enormes, mas uma atenção especial ao significado da marca desde o início. O que ela representa para as pessoas dentro e fora dela? O que ela traz de diferente ao mercado? Que impacto ela traz à sociedade?

Essas questões urgem – e quanto antes forem feitas, respondidas e transformadas em ação, melhor.



Tudo se inicia com um convite para a página privada e secreta deste grupo “#F57” no Facebook. A partir de então, o que parece um jogo inocente, torna-se macabro e mortal

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