Gestão

Como o Design Thinking funciona na prática


Entender, divergir, validar...conheça todos os passos do método que ajuda empresas a solucionar problemas


  Por Thais Ferreira 03 de Fevereiro de 2017 às 08:00

  | Repórter tferreira@dcomercio.com.br


Design Thinking é muito mais que uma técnica para a resolução de problemas. É, na verdade, uma prática. Como jornalista, já li algumas matérias sobre o tema, sabia muito sobre a teoria e os passos que são aplicados, mas não conhecia a dinâmica.

Durante a 10ª edição da Campus Party, tive minha primeira experiência sobre como funciona na prática o Design Thinking.

Eu me misturei com os campuseiros (como são chamadas as pessoas que participam do evento) e coloquei a mão na massa no workshop “Em busca do Santo Graal chamado ideia”, ministrado pela especialista Alda Rocha.

Logo no começo da atividade, ela define Design Thinking como uma abordagem que busca soluções de problemas de forma coletiva. Alda alerta que duas coisas são fundamentais para o processo: colocar a timidez de lado e ter empatia pelas pessoas.

Após uma breve uma introdução teórica (que fazia uma divertida alusão ao filme Indiana Jones e a Última Cruzada), começamos a prática.

PARTICIPANTES DIVIDIDOS EM GRUPOS

Primeiro passo: Entender

Os participantes foram divididos em grupos de cerca de 10 pessoas. Todos foram estimulados a pensar em problemas que poderiam ser solucionados dentro da Campus Party.

Meu grupo decidiu focar nas dificuldades de manter a agenda do evento atualizada. Com mais de 750 palestras, é difícil para organização manter todos os participantes a par dos cancelamentos, atrasos ou mudanças na grade horária.  

IDEIAS DO GRUPO REUNIDAS

Segundo passo: Definir

Depois que delimitamos o problema, começamos a pensar em soluções. Individualmente, cada um escreveu uma possível resolução para o problema de agenda em um post-it.  Colocamos todas as sugestões juntas para comparamos e decidirmos qual seria a melhor.  

GRUPO DISCUTINDO IDEIAS

Terceiro passo: Divergir

Esse é o ponto de discussão. Analisamos as ideias dos outros participantes e começamos a pensar nos aspectos positivos e negativos daquela sugestão.

Algumas opiniões foram descartadas rapidamente, outras foram debatidas e ajustadas para resolver o problema de forma eficiente.  Nesse passo, Alda comentou que é comum haver desentendimentos ou discussões, uma vez que discordar dos outros participantes faz parte do processo.

HORA DA DECISÃO

Quarto passo: Decidir

Após a discussão, chegou o momento de decidir qual a melhor solução.  Na verdade, meu grupo acabou juntando diversas soluções em um único projeto.

Decidimos criar um aplicativo que permitisse que a equipe da Campus Party e os palestrantes pudessem atualizar as informações da agenda em tempo real.

Cada vez que uma informação fosse colocada no App, os participantes receberiam uma notificação.

Essas atualizações também apareceriam em tempo real num telão, que ficaria localizado no centro do evento. Criamos essa solução para atender as pessoas que estão sem Wi-fi ou sem bateria no celular.

DESENHOS DO APLICATIVO

Quinto passo: Prototipar

Agora, era o momento de colocar nosso projeto no papel. Colocamos todos os elementos que pensamos para o aplicativo em desenhos simples. O objetiVo era explicar de forma sintética nosso projeto.

Esse foi o momento EM que pensamos como seria aparência de nosso App e quais as funções que poderiam ser simplificadas para ajudar os usuários.

APRESENTAÇÃO DA IDEIA

Sexto passo: Validar

Na última parte, todos grupos mostraram suas ideias em apresentações de apenas dois minutos. Por fim,todos os participantes do workshop votaram para decidir qual era a melhor projeto.

Minha primeira experiência prática com Design Thinking foi surpreendente. O tema parece muito complexo na teoria, mas na realidade é bem simples. O método estimula as pessoas pensar de forma mais organizada e focar na solução.

Em apenas duas horas de atividade, os participantes tiveram ideias criativas e que de fato poderiam ser aplicadas pela organização do evento.

No final, meu grupo não foi escolhido como o que expôs a melhor solução. Mas aprendemos que é possível ter ideias inovadoras que podem servir para empresas de todos os setores. Além disso, alguns dos participantes saíram dessa experiência com ideias para novos negócios. 

Para mais informações, assista ao vídeo: 

 

FOTOS: Thaís Ferreira/ Diário do Comércio