Gestão

Adesão a programas de fidelidade crescem 15% no 3º trimestre


Com a crise, brasileiros passaram a enxergar nesses programas uma alternativa para manter o nível de consumo


  Por Estadão Conteúdo 08 de Dezembro de 2016 às 16:13

  | Agência de notícias do Grupo Estado


Os cadastros em programas de fidelidade no Brasil chegaram a 77,9 milhões no terceiro trimestre de 2016, segundo informações da Associação Brasileira das Empresas do Mercado de Fidelização (Abemf). 

O número, que compila dados de cinco empresas associadas à entidade (Dotz, Grupo LTM, Multiplus, Netpoints e Smiles), representa um aumento de 15% na comparação com igual período do ano passado e de 4,4% na comparação com o segundo trimestre de 2016.

Em nota, o presidente da Abemf, Roberto Medeiros, destaca que o constante crescimento de cadastros demonstra a evolução do interesse dos consumidores brasileiros pelos programas de fidelidade, o que é natural no processo de maturação do setor. 

"Como ainda somos um mercado iniciante no Brasil, a tendência é que a quantidade de cadastros aumente a cada trimestre. Essa expansão é impulsionada pela entrada de novos participantes, pessoas que não faziam uso dos programas anteriormente, mas também pelo maior engajamento dos consumidores que já aderiram à iniciativa e passam a utilizar pontos/milhas cada vez mais", explica o executivo.

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O executivo ressalta que o atual momento econômico do País contribuiu para que os brasileiros começassem a considerar os programas de fidelidade como uma alternativa para manter o nível de consumo.

Os indicadores da Abemf apontam ainda que a quantidade total de pontos/milhas emitidos no trimestre foi de 43,7 bilhões, o que representou um aumento de 10,2% em relação ao trimestre anterior. Os resgates ficaram em 34,9 bilhões de pontos/milhas no mesmo período, o que significa um aumento de 5,3% na comparação com o segundo trimestre.

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O faturamento das empresas alcançou R$ 1,22 bilhão entre julho e setembro, valor 3,5% maior que o trimestre imediatamente anterior. A taxa de breakage, que mede o porcentual de pontos/milhas expirados, ficou 16,9%, ou seja, 0,2 ponto porcentual abaixo da registrada no trimestre anterior.

FOTO: Thinkstock