São Paulo, 28 de Março de 2017

/ Finanças

Número de empresas com contas em atraso cresce 7,53%
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O setor do comércio concentra, sozinho, quase a metade do total de inadimplentes

O volume de empresas inadimplentes cresceu 7,53% em dezembro de 2014 na comparação com o mesmo mês de 2013. É o que revela levantamento do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL).

De acordo com o estudo, a dificuldade dos empresários em manter em dia os compromissos financeiros está diretamente relacionada ao cenário econômico de baixo crescimento e de inflação e juros em patamares elevados.

"A baixa confiança do consumidor, que também atua sobre a confiança dos empresários, influenciou ao longo de todo o ano de 2014 a deterioração da capacidade de pagamento das empresas", avalia a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti.

O setor de serviços foi o que apresentou maior crescimento no atraso no pagamento de contas: elevação de 10,96% na comparação entre dezembro de 2014 e o mesmo mês de 2013. A segunda maior alta ficou com as indústrias (7,13%), seguida por comércio (6,51%) e empresas da área da agricultura (2,09%). O Sudeste é a região que concentra a maior parte das pessoas jurídicas inadimplentes (43,80%), seguido pelo Nordeste (19,20%) e pelo Sul (17,15%).

O setor do comércio concentra, sozinho, quase a metade (49,50%) do total de empresas que devem a outras empresas jurídicas.

"Como muitas empresas do comércio desempenham funções não só frente ao consumidor final, mas também intermediam outras relações de negócio como atacadistas exercendo o papel de distribuidoras, o segmento ganha importante participação na economia e responde também pela maior parte da inadimplência", avalia a economista do SPC Brasil.



Segundo levantamento da Serasa Experian, a maior queda ocorreu entre as micro e pequenas empresas, 6,7%

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O tipo de serviço mais utilizado pelas empresas que terceirizam é o relacionado à segurança, logística e montagem de equipamentos. de acordo com a CNI

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Na comparação com o mês anterior, o índice recuou 1,4%. Já em relação a fevereiro de 2016, a queda foi de 7,4%, de acordo com Boa Vista SCPC

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