São Paulo, 29 de Maio de 2017

/ Finanças

Juros elevados prejudicam compra de bens duráveis
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Consumidor, que também sofre com endividamento, ainda tem dificuldade para adquirir carros e eletrodomésticos

Os juros ainda elevados ao consumidor prejudicaram o ímpeto de compra de bens de consumo duráveis na passagem de março para abril, mas a tendência é de recuperação gradual, segundo a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

"A taxa de juros ainda está muito alta, e o endividamento das famílias permanece elevado, o que dificulta a compra desse tipo de bens", explicou Juliana Serapio, assessora econômica da CNC.

A Intenção de Consumo das Famílias (ICF) recuou 0,5% em abril ante março, marcando 77,8 pontos em uma escala de 0 a 200. Na comparação com abril do ano passado, entretanto, houve um aumento de 6,2%, a segunda variação positiva consecutiva.

O mesmo movimento ocorreu no componente da pesquisa que mede o momento para a compra de bens duráveis, que registrou 50,8 pontos em abril, uma queda de 3,8% em relação a março, embora tenha mostrado aumento de 14,1% ante igual período de 2016.

"A tendência é de recuperação, mas muito gradual, muito leve. Há uma pequena retomada na intenção de consumo, mas que só vai ser perceptível mesmo com a recuperação da geração de vagas no mercado de trabalho", avaliou Juliana.

Na comparação com igual período do ano passado, a confiança das famílias mantém uma trajetória positiva, puxada principalmente pela melhora das expectativas.

"O resultado está em linha com os outros índices de confiança de outras instituições, como a Fundação Getulio Vargas, por exemplo", defendeu a economista.

Segundo ela, a sensação de arrefecimento da inflação já é percebida pelo consumidor, ao mesmo tempo em que a liberação do saque de contas inativas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) ajuda a melhorar o ímpeto de compras.

"A perspectiva de receber esse dinheiro já anima quem quer comprar. Embora algumas pesquisas mostrem que a maioria planeje usar esse recurso do FGTS para quitar dívidas, essa redução no endividamento já desafoga o orçamento das famílias", justificou Juliana.

IMAGEM: Thinkstock



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