São Paulo, 29 de Setembro de 2016

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Inadimplência das empresas brasileiras bate recorde
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Quase a metade das 7 milhões de empresas que operam no país estavam com dívidas em atraso em março passado, de acordo com a Serasa Experian

O quadro de recessão da economia brasileira desde o ano passado e o cenário de alta de juros têm afetado a geração de caixa por parte das empresas e elevado a taxa de inadimplência, de acordo com estudo divulgado pela Serasa Experian nesta quarta-feira, 20.

Dados da Serasa mostram que, em março, dos 7 milhões de empresas que atuam no país, 3,8 milhões estavam com dívidas em atraso, número recorde.

"A grande maioria das empresas negativadas é formada por pequenas e médias e elas concentram a maior parcela da geração de empregos no Brasil. A falta de caixa para honrar as dívidas também impacta o pagamento de salários, o que ajuda a engrossar as taxas de desemprego", afirmam os economistas da entidade, em nota.

Segundo a Serasa, o valor total da dívida das empresas soma R$ 86,4 bilhões, uma média de R$ 22,8 mil por CNPJ negativado. A maior parte está devendo para apenas um credor (59,0%). Do total 20,6% devem para mais de três credores e 20,3% estão com pagamentos pendentes para dois credores.

Entre os setores que possuem o maior número de empresas inadimplentes o mais atingido é o comércio, com 46,3% do total. Em seguida, aparece o setor de serviços, com 43,7% e a indústria com 9%.

O estudo mostra ainda que o Sudeste é a região que concentra a maioria das empresas inadimplentes do País: 51,4%. Em segundo lugar aparece o Nordeste, com 17,5%, seguido do Sul (17,1%), Centro-oeste (8,4%) e Norte (5,7%).
 



Sete em cada dez entrevistados não pagaram parcelas de empréstimos em dia, seguidos por inadimplentes em cartão de loja

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Montante representou 2,18% do total de emissões - o menor desde setembro de 2015, segundo o Indicador Serasa

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Se não fossem as operações de reestruturação de dívidas, a inadimplência teria encerrado o semestre em 4,4%, informa Banco Central

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