Finanças

Em agosto, depósitos em poupança continuam a superar os saques


Entrada de recursos na caderneta somou R$ 2,144 bi, de acordo com o Banco Central. Saque das contas inativas do FGTS voltou a puxar o resultado positivo


  Por Estadão Conteúdo 06 de Setembro de 2017 às 16:31

  | Agência de notícias do Grupo Estado


O volume de recursos que os investidores depositaram na poupança em agosto, já descontados os saques, somou R$ 2,144 bilhões, informou nesta quarta-feira, 6, o Banco Central. Este é o quarto mês consecutivo em que houve captação líquida.

O resultado para a poupança foi o melhor para meses de agosto desde 2013, quando houve depósitos líquidos de R$ 4,646 bilhões. Em agosto do ano passado, houve saques líquidos de R$ 4,466 bilhões e, em julho de 2017, aportes de R$ 2,336 bilhões.

Os últimos dias úteis do mês, quando geralmente o volume de depósitos sobe em função do pagamento de salários, foram os destaques. Juntos, os dias 29, 30 e 31 somaram R$ 5,056 bilhões em depósitos na poupança, já descontados os saques.

Em 2015 e 2016, a crise econômica acirrou os saques na poupança, com as famílias mais retirando do que colocando recursos na caderneta para fazer frente às despesas. Em 2017, o fenômeno voltou a ocorrer, com retiradas líquidas em janeiro, fevereiro, março e abril. Em maio, junho, julho e, agora, em agosto, houve captação líquida. Neste período, os trabalhadores puderam retirar recursos de contas inativas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), o que contribuiu para elevar os depósitos na poupança.

De acordo com o BC, o total de aplicações na poupança em agosto foi de R$ 179,684 bilhões, enquanto os saques somaram R$ 177,540 bilhões. O estoque do investimento na poupança está em R$ 687,000 bilhões, já considerando os rendimentos de R$ 3,646 bilhões de agosto.

No acumulado de 2017 até agosto, a poupança registra saques líquidos de R$ 7,811 bilhões, resultado de aportes de R$ 1,355 trilhão e retiradas de R$ 1,363 trilhão. Em todo o ano passado, em meio à crise, R$ 40,702 bilhões líquidos saíram da poupança.

Além da influência da crise econômica, a poupança vinha perdendo espaço para outros investimentos, considerados mais atrativos. A remuneração da poupança é formada por uma taxa fixa de 0,5% ao mês mais a Taxa Referencial (TR) - esse cálculo vale para quando a Selic (a taxa básica de juros) está acima de 8,5% ao ano.

Atualmente, ela está em 9,25% ao ano, mas a tendência é de que o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, que anunciará o novo nível da taxa na noite de hoje, promova corte de 1 ponto porcentual, para 8,25%. Neste caso, a remuneração da caderneta passará a ser formada pela TR mais 70% da Selic.