São Paulo, 06 de Dezembro de 2016

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Bolsa sobe 9,93% e foi o melhor investimento de abril
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Bom resultado foi influenciado por papéis da Petrobras e da Vale. Apesar disso, a volatilidade no mercado de ações deve continuar

A sinalização de que os juros nos Estados Unidos não subirão tão rapidamente fez a bolsa subir e o dólar cair no mês passado. Com isso, a alta da bolsa foi de 9,93%, sendo então a melhor aplicação de abril, segundo ranking elaborado por Fabio Colombo, administrador de investimentos. 

No ano, a bolsa acumulou ganhos de 12,44%. "As ações da Petrobras e da Vale ajudaram porque têm um peso grande no índice. Elas haviam afetado o Ibovespa negativamente e agora influenciaram positivamente", diz.

Em abril, o papel ON (ordinário, com direito a voto) da Vale subiu 26,3% e da Petrobras, 48,7%. Nesta quinta-feira (30/4), o Ibovespa subiu 1,63% com 56.229 pontos. 

"O que ajudou a Petrobras foi a divulgação do balanço, apesar do mercado ter exagerado na queda da ação. A Vale subiu porque, embora o balanço tenha mostrado prejuízo, o resultado veio acima do que o mercado esperava. Também houve uma recuperação do preço internacional do minério de ferro", diz. 

Apesar da euforia, ele diz que a volatilidade deve continuar forte no mercado de ações, na esteira de notícias sobre o debate do aumento de juros nos Estados Unidos e de dados reais sobre as economias chinesa, norte-americana e europeia.

Internamente, os desdobramentos da Operação Lava Jato, da aprovação do pacote fiscal do governo, bem como o desempenho de indicadores econômicos. 

Na ponta oposta, o dólar caiu 5,58% em abril, mas manteve os ganhos de 13,19% no ano. O dólar comercial fechou cotado a R$ 3,01.

Colombo diz que houve uma correção no câmbio, já que o real tinha se desvalorizado muito na expectativa pelo aumento de juros nos Estados Unidos. Já o euro fechou o mês passado em queda de 1,72% e ficou positivo em 4,72% no acumulado do ano. 

O metal porto seguro em tempos de crise - o ouro - acumulou valorização de 13,91% no ano, mas caiu 5,94% no mês de abril. O administrador explica que parte dessa queda está associada ao recuo do dólar, já que o preço internacional do metal é cotado na moeda norte-americana. 

RENDA FIXA SEGUE FIRME

Apesar do repique da bolsa, o investidor de perfil mais conservador continuou aproveitando as aplicações que pagam juros. 

O segundo maior retorno em abril foi o do título do Tesouro Nacional indexado ao IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo). No mês, o rendimento foi 1,15% a 1,30%, dependendo do prazo de resgate do papel. 

No ano, o retorno desse título foi de 6,52%. Uma das vantagens dessa aplicação é o pagamento de juros, que em abril oscilou de 6% a 6,5% ao ano, e mais a variação do IPCA do período. O investidor deve apenas prestar atenção ao vencimento, já que a rentabilidade oferecida refere-se ao prazo de resgate. 

Os fundos de renda fixa, por outro lado, encerraram o mês com retorno de 1,05% a 1,20%, dependendo da composição da carteira e da taxa de administração do fundo. No ano, os ganhos foram de 4,40%.

Colombo explica que apesar do ritmo de alta da Selic, essas aplicações são mais voláteis por causa das variações nos juros futuros.  "O desempenho dependerá da política de juros do Banco Central", diz. 

Já os fundos DI (Depósito Interbancário) encerraram o mês com rendimento bruto de 0,85% a 1%, dependendo da taxa de administração do fundo. No ano, o retorno médio foi de 3,84%.

Desempenho parecido teve o CDB (Certificado de Depósito Bancário), com remuneração de 0,80% a 0,95%, dependendo do valor investido e do risco de crédito do banco emissor. No ano, essa aplicação rendeu 3,69%. 

Segundo Colombo, são aplicações que devem continuar melhorando o desempenho por causa da intenção da equipe econômica em conter a inflação por meio da alta dos juros. Também são melhores do que a caderneta de poupança, que devolveu rendimento líquido de apenas 0,61% no mês passado.

No ano, o retorno da poupança foi de 2,36%, bem abaixo da inflação medida pelo IGP-M (Índice Geral de Preços - Mercado) que continua desacelerada e foi de 3,22% no acumulado de 2015. 



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