São Paulo, 28 de Setembro de 2016

/ Economia

Tarifa de energia vai encarecer ainda mais
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A Aneel aprovou um tarifaço com aumento médio de 23,4%

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou um "tarifaço" nas contas de luz, com aumento médio de 23,4% para os consumidores de todo o país, a vigorar a partir da próxima segunda-feira (2/03).

Essa revisão extraordinária não substituirá os reajustes anuais ordinários que as empresas farão ao longo do ano. Significa que o custo da energia irá encarecer ainda mais em 2015.

Para a chamada energia de alta tensão, usada por empresas e indústrias, a média de reajuste é de 24,2%. Na baixa tensão, consumida em residências e comércios, de 20,1%, em média.

Cada uma das 58 empresas contempladas terá  seu próprio índice de revisão tarifária extraordinária. Nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, o reajuste será bem mais pesado: de 28,7%, em média. Nessas regiões, o reajuste médio para alta tensão será de 29,3% e para baixa, de 24,6%.

Nas regiões Norte e Nordeste, o aumento médio será de apenas 5,5% - de 6,6%, em média para a alta tensão, e de 4,8%, em média, para a baixa tensão.

Os cálculos consideram a "cobertura" de R$ 22 bilhões referentes às cotas de 2015 do super  fundo setorial de energia, a chamada Conta de Desenvolvimento Energético (CDE).

Desse total, R$ 18,92 bilhões serão cobrados nas contas de luz de todos os consumidores, conforme o rateio normal da CDE, que pesa mais para as regiões Centro-Oeste, Sudeste e Sul, e menos para Norte e Nordeste.

Além disso, outros R$ 3,136 bilhões são referentes à primeira parcela devolução da ajuda do Tesouro às distribuidoras em 2013 e serão pagos pelos clientes das empresas beneficiadas hás dois anos.

EMPRESAS

Para a Eletropaulo, o aumento médio será de 31,9%. Para a Cemig, 28,8%. Para a Light, 22,5%. Para a paranaense Copel,  36,4%.

Entre as 58 companhias listadas, o maior índice de reajuste extraordinário será para a gaúcha AES Sul, de 39,5%, em média. O menor índice é o da pernambucana Celpe, de 2,2%, em média, nas tarifas.

A Ampla não foi contemplada agora porque terá seu reajuste anual em março, já considerando os componentes da revisão extraordinária. A CEA (AP) não solicitou revisão. A Amazonas Energia, a Boa Vista (RR) e a CERR (RR) não têm direito a revisão.

ORDINÁRIOS

A revisão extraordinária aprovada na sexta-feira (27) não substitui os reajustes anuais das tarifas, que continuarão o cronograma programado para 2015. Cada empresa tem direito ao reajuste anual que contempla as despesas correntes do setor.

O aumento extraordinário servirá para cobrir gastos com o aumento do preço de geração da energia que as empresas de distribuição não conseguiriam suportar até o próximo reajuste previsto para cada uma.

BANDEIRAS

Por outro lado, os custos do sistema com o chamado risco hidrológico e outros gastos serão repassados para as bandeiras tarifárias, cujo aumento também foi aprovado pela Aneel. Sem essa operação de troca de contas, os reajustes na conta de luz em 2015 - o ordinário anual mais o extraordinário - poderiam chegar a 60%.

A Aneel também aprovou que o valor da bandeira vermelha aumentará dos atuais R$ 3 para R$ 5,50 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos no mês, o que significa um reajuste de mais de 83%. Para a bandeira amarela, a cobrança adicional deverá subir de R$ 1,50 para R$ 2,50 por 100 kWh. Em março, a bandeira tarifária será vermelha em todo o país.

 



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