São Paulo, 24 de Abril de 2017

/ Economia

Segundo FMI, reformas ajudam na retomada da economia
Imprimir

O fundo avalia que o Brasil deve sair da recessão agora em 2017 e que as reformas permitem sustentabilidade fiscal ao país

O relatório Monitor Fiscal, lançado nesta quarta-feira, 19/04, pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), destaca o papel da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) dos Gastos Públicos e o esforço do governo brasileiro para fazer a reforma da Previdência como fatores importantes para a retomada do crescimento econômico no país. 

O fundo avalia que o Brasil deve sair de uma recessão que dura dois anos em 2017 e deve avançar em suas reformas, cujos objetivos, segundo o documento, são reconstruir a credibilidade e a sustentabilidade fiscal do país.

O FMI diz que o congelamento dos gastos, em termos reais, vai ajudar a reduzir o déficit de maneira relativamente rápida, ainda que a proporção dívida bruta do governo em relação ao Produto Interno Bruto (PIB, soma das riquezas produzidas em um país) do país deva continuar a crescer ao menos até 2022, quando representará 87,8%. 

Em 2008, o número era de 61,9%, segundo a instituição, e em 2016, atingiu 78,3%.

Segundo o relatório, o Brasil voltará a ter superávit primário a partir de 2020. Nesse ano, o valor será de 0,7%, e deve crescer no ano seguinte, 2021, para 1,1% e em 2022 para 1,6%. 

O superávit primário é o resultado positivo de todas as receitas e despesas do governo, excetuando gastos com pagamento de juros.

Segundo o relatório, os déficits fiscais (diferença negativa entre os rendimentos e as despesas públicas em um determinado prazo) nas economias médias e emergentes aumentaram pelo quarto ano seguido, de uma média de 0,9% do PIB em 2012 para 4,8% em 2016, o maior número das últimas duas décadas.

O aumento foi devido ao crescimento lento e à baixa nos preços das commodities  (mercadorias em estado bruto ou produtos primários comercializados internacionalmente, como café, algodão, soja, boi gordo, minério de ferro e cobre), aliados a fatores políticos. 

Brasil, China e países exportadores de petróleo foram os responsáveis pela maior parte do crescimento do déficit entre 2012 e 2016.

CRESCIMENTO NO BRASIL

A previsão do FMI para o crescimento do Brasil por meio do relatório Panorama Econômico Mundial (World Economic Outlook) apresentado na terça-feira, 18/04, para este ano é de 0,2%. A previsão de crescimento para 2018 ficou em 1,7%.

O relatório do FMI mostra que, com a recuperação há muito esperada na indústria e no comércio, a projeção de crescimento para a economia mundial aumentou de 3,1% em 2016 para 3,5% em 2017 e 3,6% em 2018, maior do que a previsão do último relatório de outubro do ano passado.

IMAGEM: Thinkstock

 



Para 2018, a projeção de expansão do PIB brasileiro subiu de 1,5% para 1,7%

comentários

A agência de classificação de riscos acredita que, no curto prazo, as novas evidências trazidas pela Lava Jato irão influenciar negativamente os ativos financeiros

comentários

Para Christine Lagarde, diretora do FMI, planos de Trump para investimentos adicionais nos EUA em infraestrutura e suas prováveis reformas fiscais impulsionarão a economia. Mas reconheceu que suas políticas devem apertar os mercados internacionais.

comentários