São Paulo, 20 de Julho de 2017

/ Economia

Segundo FMI, reformas ajudam na retomada da economia
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O fundo avalia que o Brasil deve sair da recessão agora em 2017 e que as reformas permitem sustentabilidade fiscal ao país

O relatório Monitor Fiscal, lançado nesta quarta-feira, 19/04, pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), destaca o papel da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) dos Gastos Públicos e o esforço do governo brasileiro para fazer a reforma da Previdência como fatores importantes para a retomada do crescimento econômico no país. 

O fundo avalia que o Brasil deve sair de uma recessão que dura dois anos em 2017 e deve avançar em suas reformas, cujos objetivos, segundo o documento, são reconstruir a credibilidade e a sustentabilidade fiscal do país.

O FMI diz que o congelamento dos gastos, em termos reais, vai ajudar a reduzir o déficit de maneira relativamente rápida, ainda que a proporção dívida bruta do governo em relação ao Produto Interno Bruto (PIB, soma das riquezas produzidas em um país) do país deva continuar a crescer ao menos até 2022, quando representará 87,8%. 

Em 2008, o número era de 61,9%, segundo a instituição, e em 2016, atingiu 78,3%.

Segundo o relatório, o Brasil voltará a ter superávit primário a partir de 2020. Nesse ano, o valor será de 0,7%, e deve crescer no ano seguinte, 2021, para 1,1% e em 2022 para 1,6%. 

O superávit primário é o resultado positivo de todas as receitas e despesas do governo, excetuando gastos com pagamento de juros.

Segundo o relatório, os déficits fiscais (diferença negativa entre os rendimentos e as despesas públicas em um determinado prazo) nas economias médias e emergentes aumentaram pelo quarto ano seguido, de uma média de 0,9% do PIB em 2012 para 4,8% em 2016, o maior número das últimas duas décadas.

O aumento foi devido ao crescimento lento e à baixa nos preços das commodities  (mercadorias em estado bruto ou produtos primários comercializados internacionalmente, como café, algodão, soja, boi gordo, minério de ferro e cobre), aliados a fatores políticos. 

Brasil, China e países exportadores de petróleo foram os responsáveis pela maior parte do crescimento do déficit entre 2012 e 2016.

CRESCIMENTO NO BRASIL

A previsão do FMI para o crescimento do Brasil por meio do relatório Panorama Econômico Mundial (World Economic Outlook) apresentado na terça-feira, 18/04, para este ano é de 0,2%. A previsão de crescimento para 2018 ficou em 1,7%.

O relatório do FMI mostra que, com a recuperação há muito esperada na indústria e no comércio, a projeção de crescimento para a economia mundial aumentou de 3,1% em 2016 para 3,5% em 2017 e 3,6% em 2018, maior do que a previsão do último relatório de outubro do ano passado.

IMAGEM: Thinkstock

 



Para o próximo ano, porém, a estimativa foi reduzida por causa das incertezas políticas, que poderiam afetar a aprovação da reforma da Previdência

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