São Paulo, 20 de Julho de 2017

/ Economia

Recuperação do varejo segue aquém do esperado
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O IBGE alterou a metodologia de cálculo da Pesquisa Mensal do Comércio, dando mais peso para supermercados e móveis e eletrodomésticos. Mas o resultado ainda mostra um varejo acanhado

O Instituto Brasileiro de Economia e Estatística (IBGE) anunciou que atualizou a amostra de informantes da Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), com base na Pesquisa Anual de Comércio (PAC) de 2014, modificando as ponderações utilizadas para os segmentos do comércio

As atividades de supermercados e móveis e eletrodomésticos ganharam peso no varejo, dentro da revisão de ponderações promovida pelo IBGE. Por outro lado, os segmentos de combustíveis, vestuário e equipamentos de informática tiveram sua importância ligeiramente reduzida.

Assim, os dados de janeiro em diante serão divulgados com essa nova metodologia. Esta atualização metodológica atenuou ainda mais a queda do varejo em janeiro. 

Em fevereiro, segundo a PMC, as vendas do varejo restrito (que não inclui veículos e material de construção) recuaram 3,2%, frente ao mesmo mês de 2016, enquanto no caso do ampliado (que inclui todos os setores), a contração alcançou a 4,2%, na mesma base de comparação.

No resultado acumulado em 12 meses, as retrações dos dois tipos de comércio alcançaram a 5,4% e 7,5%, frente a diminuições de 5,5% e 7,5%, respectivamente, registrados em janeiro, já considerando a mudança de metodologia. 

Para os economistas da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), apesar do maior arrefecimento da queda das vendas do varejo, a tendência permanece a mesma, sinalizando uma recuperação que segue aquém do esperado. 

“A perspectiva é de continuidade de contrações nos próximos meses, até que a redução das taxas de juros e a menor inflação surtam o efeito esperado”, dizem os economistas.

Quanto aos resultados em 12 meses, as retrações nas vendas de supermercados e farmácias (-2,5% e -3,1%, respectivamente), que são itens de consumo mais básico, se explicariam, fundamentalmente, pela alta na taxa de desemprego. 

No caso do varejo ampliado, os juros ainda altos, a restrição de crédito à pessoa física e a baixa confiança do consumidor explicariam as maiores diminuições, como, por exemplo, veículos (-13,1%) e equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação (-10,3%). 

IMAGEM: Thinkstock



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