São Paulo, 04 de Dezembro de 2016

/ Economia

Paul Krugman, Nobel de Economia, em nosso time de colunistas
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Vencedor do Prêmio Nobel de Economia em 2008, e articulista do jornal "The New York Times", as colunas de Krugman passam a ser publicadas pelo Diário do Comércio a partir de amanhã, quinta-feira

O Diário do Comércio começará a publicar as colunas de Paul Krugman, 62 anos, um dos mais brilhantes teóricos e acadêmicos americanos, Prêmio Nobel de Economia de 2008 e, desde 1999, colunista do New York Times. Seus textos são reproduzidos pela mídia dos cinco continentes.

Autor de 27 livros e 603 trabalhos em 2,8 mil publicações traduzidas em 19 idiomas, Krugman é professor, editor e conferencista. Leciona na Universidade Princeton, nos Estados Unidos, e na London School of Economics, no Reino Unido.

Em sua carreira acadêmica ele já passou pelas universidades de Yale, Stanford e pelo Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT).

Entre suas especialidades, ele tem escrito assiduamente sobre economia internacional, as armadilhas da liquidez e as crises das moedas. Também aborda a desigualdade de rendas, tributação e macroeconomia.

Sua posição de colunista da mídia decorre de seu esforço em produzir, paralelamente à formulação de teses acadêmicas, material de divulgação sob a forma de manuais para estudantes e livros para uma audiência mais ampla. Antes do New York Times, ele escreveu, entre outros, para a Fortune, para a Harvard Review e para a revista eletrônica Slate.

Recebeu o Prêmio Nobel pela originalidade com que trabalhou em questões não alinhavadas pelos economistas durante a segunda metade do século passado, como os padrões de comércio internacional e a localização geográfica da atividade econômica.

Embora tenha sido assessor econômico da Casa Branca durante o governo republicano de Ronald Reagan, Krugman possui um perfil mais liberal que o levou a apoiar a candidatura dos presidentes democratas Bill Clinton e Barack Obama. Foi também um crítico incessante do modelo de gastos públicos do republicano George W. Bush.

Um de seus temas recorrentes é o da concentração de renda nos Estados Unidos. A seu ver, ela se desconcentrou entre os anos 20 e 70, mas desde então passou por um novo movimento de concentração, em que o governo estimulou a ampliação do espaço entre os mais pobres e os mais ricos.

Partidário tardio de John Maynard Keynes – que valoriza o papel do Estado nos sitemas de regulação do mercado – Krugman se posicionou, durante a crise de 2007 e 2008, ao lado dos que defenderam a intervenção estatal para salvar bancos e empresas que poderiam ter quebrado nos Estados Unidos, com efeitos incalculáveis no capitalismo mundial.

Filho de uma família de origem judaica, descendente de imigrantes da Europa Oriental, Krugman nasceu em Albany, capital do Estado de Nova York. Casou-se duas vezes.



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