São Paulo, 08 de Dezembro de 2016

/ Economia

O mercado volta a projetar inflação maior para este ano
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O boletim Focus, divulgado nesta segunda, 20, projeta inflação e juros em alta e queda no câmbio

A inflação projetada para este ano voltou a ser elevada pelos analistas do mercado financeiro, passando de 8,13% para 8,23%. A projeção, que diz respeito à inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), aparece no boletim Focus do Banco Central divulgado nesta segunda feira, dia 20.

Na semana passada a projeção havia sido reduzida pela primeira vez em 14 semanas (de 8,20% para 8,13%). Há um mês a expectativa estava em 8,12%. O próprio Banco Central espera uma inflação de 7,9% este ano, acima, portanto, do teto da meta, que é de 6,5%. 

Para o fim de 2016 a mediana das projeções para o IPCA foi mantida em 5,6%. Quatro semanas atrás estava em 5,61%. 

JUROS AVANÇAM

O mercado financeiro manteve o consenso de que haverá uma elevação da Selic dos atuais 12,75% ao ano para 13,25% na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), marcada para o fim de abril. 

Além disso, para o fim deste ano a projeção para os juros foi mantida em 13,25%. Há um mês, a estimativa era de que a Selic encerrasse 2015 em 13% ao ano. Para o fim de 2016 a previsão foi mantida em 11,50% ao ano.

CÂMBIO

Depois do dólar em queda na semana passada as previsões para o comportamento do câmbio no fim deste ano foram reduzidas no boletim Focus. 

A estimativa para o dólar no encerramento de 2015 caiu para R$ 3,21. As previsões vinham em alta na semana passada, estavam em R$ 3,25. Já para 2016 a cotação final segue em R$ 3,3. 

PREÇOS ADMINISTRADOS

Os analistas de mercado mantiveram a expectativa de alta dos preços administrados em 13% pela terceira semana consecutiva. Há um mês, a mediana das previsões estava em 12,60%.

Para o Banco Central, os preços administrados devem apresentar elevação de 11% em 2015, número que leva em conta variações ocorridas, até fevereiro, nos preços da gasolina (8,4%) e do gás de bujão (1,2%), bem como as hipóteses, para o acumulado de 2015, de redução de 4,1% nas tarifas de telefonia fixa e de aumento de 38,3% nos preços da eletricidade.

Já para 2016, a expectativa da pressão para a inflação desse conjunto de itens aumentou. Depois de nove edições consecutivas em 5,50%, passou para 5,6%.

 



Redução maior foi discutida na reunião do Copom, mas ainda depende da queda na resistência de alguns componentes do índice de preços, segundo Ilan Goldfajn, presidente do BC

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Porém, no acumulado do ano, o valor supera o registrado em 2015. A informação é do Dieese, que diz que o salário mínimo necessário para suprir as necessidades das famílias seria R$ 3.940

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Com o resultado, o índice medido pela FGV acumulou alta de 6,02% no ano e avanço de 7,05% em 12 meses

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