São Paulo, 03 de Dezembro de 2016

/ Economia

Mais inflação e menos PIB, apostam os analistas financeiros
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Relatório Focus, divulgado nesta segunda-feira, 25, pelo Banco Central, traz a inflação em 8,37% ao final do ano. Já a economia desacelera 1,24%

Os analistas de mercado ouvidos pelo Banco Central (BC) para o Relatório Focus estão prevendo preços em alta e economia em baixa ao final deste ano.

Pela sexta semana seguida eles elevaram a previsão para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), projetado agora em 8,37%, contra 8,31% da semana anterior. Para o PIB, a previsão é de que recue 1,24%, contra 1,20% estimado na semana anterior. 

Já para o fim de 2016, a mediana das projeções para o IPCA ficou inalterada, em 5,50%. Quatro edições atrás a mediana estava em 5,60%. 

De acordo com o relatório do BC, a previsão do mercado financeiro para o Produto Interno Bruto (PIB) em 2015 passou de retração de 1,20% para -1,24%. Para 2016, a previsão para o PIB segue positiva em 1 %.

JUROS

Analistas do mercado financeiro acreditam que o Comitê de Política Monetária (Copom) elevará a taxa básica de juros, a Selic, em mais 0,5 ponto porcentual na semana que vem, para 13,75% ao ano. Eles esperam que a taxa seja mantida nesse patamar até o final do ano. 

A ação mais recente do Copom foi a de aumentar a taxa básica de juros de 12,75% ao ano para 13,25% ao ano. A próxima reunião do comitê está marcada para 2 e 3 de junho.

Para o fim de 2016, a previsão para a Selic média passou de 12%, onde estava pela quinta semana seguida, para 12,25% ao ano. 

DÓLAR

O Relatório Focus traz que o mercado financeiro não fez qualquer alteração para o cenário de dólar deste ano e do próximo ano. A cotação final de 2016, por exemplo, seguiu em R$ 3,30 pela sétima semana seguida. A mediana das estimativas para o câmbio no encerramento de 2015 continuou em R$ 3,20 pela quarta vez na edição da Focus.

PREÇOS ADMINISTRADOS

Para 2015, os preços administrados – aqueles que têm interferência do governo, como combustível, energia elétrica, gás, entre outros - não param de subir e agora saltaram de 13,50% para 13,70%. 

Para formar seu cenário para os preços administrados, os economistas levaram em conta a hipótese de elevação de 9,8% no preço da gasolina (ante 8% de março) e de alta de 1,9% no preço do botijão de gás (3,2% era a estimativa anterior).

Já em 2016, a expectativa trazida no Relatório Focus é a de que a pressão para a inflação desse conjunto de itens seja menor, mas também foi elevada pelos analistas. A mediana das estimativas passou de 5,71% para 5,84%. 

*com informações do Estadão Conteúdo



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