São Paulo, 28 de Setembro de 2016

/ Economia

Líder do PMDB é 'radicalmente contrário' à regulação da mídia
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O deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) pediu a seus seguidores que não confundam a "pauta congressual da governabilidade" com a "pauta ideológica do PT"

O líder do PMDB na Câmara dos Deputados e candidato à presidência da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), utilizou sua conta no Twitter para afirmar que será "radicalmente contrário" a um eventual projeto de regulação da mídia. Ontem (2/01), o novo ministro das Comunicações, Ricardo Berzoini, sinalizou que pretende levar o tema a debate e que todos os setores da economia com "grande impacto social, democrático e econômico" serão regulamentados. Berzoini foi eleito deputado pelo PT de São Paulo, mesmo partido de Arlindo Chinaglia (PT-SP), que disputa a presidência da Câmara com Cunha.

"Quero reafirmar que seremos radicalmente contrários a qualquer projeto que tente regular de qualquer forma a mídia", afirmou Cunha no Twitter. O deputado afirmou que o tema "incomoda muito o PMDB" e disse que o partido não aceita sequer discutir o assunto.

O candidato do PMDB também fez questão de defender uma posição de independência em relação ao governo federal, e insinuou que Chinaglia não teria condições de adotar a mesma postura. "Que independência pode ter quem acabou de deixar a liderança do governo, nomeou o filho e era a favor dos conselhos populares?", indagou Cunha. "Não seremos submissos ao governo e não seremos de oposição", disse o deputado em outra publicação feita na noite de ontem. Cunha acusa Chinaglia de indicar o filho para um cargo no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

O peemedebista afirmou querer uma "Câmara independente" e pediu a seus seguidores para que não confundam a "pauta congressual da governabilidade" da "pauta ideológica do PT". Esta, segundo o deputado, não será apoiada "de forma alguma". Sem citar o nome de Chinaglia, o deputado do PMDB ainda afirmou que o petista não é o candidato do governo, mas sim o "candidato da submissão ao governo".

"ALOPRADO"

Candidato a vice na chapa presidencial do PSDB na última eleição, o senador Aloysio Nunes fez duras críticas ao novo ministro das Comunicações, o petista Ricardo Berzoini, e sua intenção de promover um "controle da imprensa". Aloysio chamou Berzoini de "aloprado" - em referência ao caso de compra de dossiê na campanha de 2006 - e disse que combater o projeto do novo ministro é "a prioridade das prioridades".

"Todos os que se opõem ao governo Dilma têm o dever de se unir no Congresso e nas ruas para o combate sem trégua a essa tentativa criminosa. O que está em jogo é a liberdade de expressão, cerne da vida democrática. Essa é a prioridade das prioridades", escreveu o senador em sua conta no Facebook.

Aloysio criticou os apoiadores do "campo lulo-petista" e "grupelhos da esquerda antidemocrática" que sustentam a proposta, que chamou de "criminosa".



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