São Paulo, 04 de Dezembro de 2016

/ Economia

Janeiro começa morno para o varejo paulistano
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"Êxodo" dos moradores da Capital em férias e fim do 13º refletem leve alta nas vendas à vista e queda nas vendas a prazo, segundo Balanço de Vendas da ACSP

O ano começou morno para o varejo na capital, já que janeiro é uma espécie de mês de “êxodo” dos paulistanos que viajam em férias. Mas também é o mês em que o 13º salário já está acabando e começam a chegar contas como IPVA E IPTU.  Os dados do Balanço de Vendas da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) refletem esse quadro: na primeira quinzena de janeiro, as vendas a prazo caíram 3,3%. Na comparação com igual período de dezembro de 2014, porém, houve forte queda sazonal de 30,7%. Já o movimento de vendas à vista subiu 3,4% nos primeiros quinze dias do ano, mas caiu 43% ante o mês anterior.

Segundo Rogério Amato, presidente da ACSP e da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp), a queda nas vendas a prazo se justifica pela alta dos juros, a desaceleração do crédito para pessoa física e a baixa confiança do consumidor. “Já a alta dos movimentos à vista, de bens de pequenos valores, está sendo impulsionada pelo aumento da massa salarial, e não do crédito”.

Emílio Alfieri, economista da ACSP, lembra que o aumento da massa salarial registrado pelo IBGE em novembro, de 3,1%, reflete no crescimento dessas vendas de pequeno valor. “Os consumidores continuam comprando, mas nada que dependa de crédito.”

INDICADORES DEVEM FICAR EM OBSERVAÇÃO

Quando se fala em inadimplência, o Balanço de Vendas mostra que, no período analisado, a queda foi de 10,1% ante dezembro de 2015, e de 6,8% comparada a igual período de 2014. “A cautela do consumidor continua, e com isso eles compram menos e se endividam menos – o que já reflete nesses indicadores”, diz Alfieri.

Dentro das mesmas bases comparativas, os registros de recuperação de crédito do balanço – ou seja, de cancelamento de dívidas – registraram queda de 58,1% e 6,3%, respectivamente. A queda expressiva ante dezembro se deve à base de comparação, quando acontece o auge das renegociações. “É uma queda sazonal que reflete o uso do 13º para pagar dívidas.”

Segundo o economista, esses resultados sugerem certa estabilidade nos indicadores de inadimplência. Principalmente na variação anual “Ainda é cedo para falar se vai continuar assim, mas é um dado que deve continuar em observação.”



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