São Paulo, 09 de Dezembro de 2016

/ Economia

Inflação chega a 8,24%, a maior desde 2004
Imprimir

A prévia do índice, medida pelo IPCA-15, mostrou elevação de 0,6% entre abril e maio, o que fez a taxa acumular alta de 8,24% em 12 meses. Mas em relação a abril a inflação arrefeceu

A prévia da inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA-15) mostra alta de 0,6% em maio, o que levou a taxa medida nos últimos 12 meses a 8,24%, patamar mais elevado desde janeiro de 2004. Os números foram divulgados nesta sexta-feira, 22, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

No acumulado em 12 meses o resultado também supera o teto da meta estabelecida pelo governo para a inflação, de 6,5%. Entretanto, o resultado de maio aponta desaceleração da taxa, especialmente quando comparada ao resultado de abril, quando o IPCA-15 avançou 1,07%.    

Em abril, a inflação foi puxada pelo preço da energia elétrica. As contas de energia, que têm peso de 3,88% nas despesas das famílias, tiveram alta de 13,02% no mês passado, enquanto em maio a variação foi de 1,41%. Com isso, o índice do grupo habitação recuou de 3,66% para 0,85%.

A forte elevação em abril refletiu reajustes que passaram a vigorar em 02 de março, tanto na bandeira tarifária vigente (vermelha) - que aumentou 83,33% - quanto nas tarifas, com a ocorrência de reajustes extraordinários.

Em contrapartida, o grupo dos alimentos continuou aumentando, com destaque para os reajustes nos preços do tomate (19,79%), cebola (18,83%), cenoura (10,45%), leite (2,64%), pão francês (2,23%), óleo de soja (2,17%), carnes (1,40%), frango em pedaços (1,30%).

No ano, até maio, a inflação acumula alta de 5,23%

*com informações do Estadão Conteúdo



Em uma lista de 12 produtos -de automóvel a televisor-, a queda real de preço atingiu 7,5%, em média, em 34 meses até outubro passado ante a inflação de 24,6%, no período

comentários

Redução maior foi discutida na reunião do Copom, mas ainda depende da queda na resistência de alguns componentes do índice de preços, segundo Ilan Goldfajn, presidente do BC

comentários

Porém, no acumulado do ano, o valor supera o registrado em 2015. A informação é do Dieese, que diz que o salário mínimo necessário para suprir as necessidades das famílias seria R$ 3.940

comentários