São Paulo, 04 de Dezembro de 2016

/ Economia

Inadimplência fica sob controle em janeiro
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Os dados da Boa Vista SCPC mostraram estabilidade da taxa na passagem de dezembro para janeiro, mas acumulado dos últimos 12 meses sinalizam tendência de alta

A taxa de inadimplência ficou praticamente estável em janeiro, com queda de 0,2%, na comparação com dezembro, de acordo com dados da Boa Vista SCPC (Serviço Central de Proteção ao Crédito). Entretanto, na comparação com janeiro de 2014, a taxa avançou 4,8%, assim como no acumulado em 12 meses, período no qual a alta foi de 2,8%. Os dados abrangem todo o Brasil.

Embora esteja sob controle, o avanço da inadimplência nos últimos 12 meses sinaliza que é preciso acompanhar os próximos números com cautela, segundo a Boa Vista SCPC. No entanto, a instituição pondera que, até o momento, o indicador oficial de inadimplência do Banco Central, referente á categoria de recursos livres destinados ao consumidor, tem se mostrado estável. Já os dados do BC sobre atrasos apresentaram "importantes recuos".

Para o fechamento de 2015, a Boa Vista SCPC estima que os registros de dívidas de consumidores fiquem ligeiramente acima da alta de 3% de 2014, enquanto a taxa de inadimplência oficial atinja 6,9%.

SÃO PAULO

Entre os paulistanos a inadimplência também se manteve estável no mês passado, segundo levantamento da FecomercioSP. A proporção de famílias paulistanas inadimplentes manteve-se em 10,9%, mesmo resultado de dezembro. Além disso, o resultado é 3,9 pontos percentuais menor do que o observa em janeiro do ano passado.

De acordo com a pesquisa da FecomercioSP, o volume de famílias que declararam não ter condições de pagar suas contas ou dívidas em atraso registrou alta de 1 ponto percentual, chegando a 4,7% em janeiro ante 3,7% em dezembro. O patamar, no entanto, registrou estabilidade no comparativo anual, quando também registrou 4,7% em janeiro de 2014.

De maneira geral, os paulistanos estão menos endividados. Segundo a FecomercioSP, o porcentual de famílias paulistanas com dívidas caiu para 39,3% em janeiro. É o resultado mais baixo desde fevereiro de 2009, quando o indicador chegou a 37,5%. Em relação a dezembro, o resultado de janeiro veio 3,8 pontos mais baixo. Em janeiro de 2014, o porcentual havia sido de 54,7%.

A pesquisa revela ainda que, entre os paulistanos, o cartão de crédito é o principal instrumento de dívida (52,4%), seguido de financiamento de carro (24,6%), carnês (23,6%), financiamento de casa (15,8%), crédito pessoal (15,7%) e cheque especial (7%). 

De acordo com a federação, o endividamento permanece maior entre as famílias de baixa renda. Nesse grupo, o volume de endividados alcançou 42% entre as famílias que ganham até dez salários mínimos em relação aos 45,4% em dezembro de 2014, o que representa recuo de 3,4 pontos porcentuais.

Para as famílias que possuem renda acima de dez salários mínimos, o índice de endividamento chegou a 31,3%, o que representa queda de 5,1 pontos percentuais em relação aos 36,4% do mês anterior.



De janeiro a novembro, o índice acumulou alta de 11,7%. Em contrapartida, no confronto com novembro de 2015, os números recuaram 5,1%

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