São Paulo, 04 de Dezembro de 2016

/ Economia

Impostos já abocanham R$ 100 bilhões do contribuinte
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Início de ano costuma ser complicado para o bolso do consumidor. Além de impostos e taxas de veículos, tem a volta às aulas. A carga tributária desses itens supera os 40%

Decorridos apenas quinze dias desde o começo do ano e o Impostômetro da ACSP - Associação Comercial de São Paulo – já revela como será o apetite do fisco em 2015. O painel eletrônico registra nesta sexta, por volta das 13 horas, R$ 100 bilhões. O montante representa a quantidade de impostos, taxas e contribuições pagas pelos brasileiros do dia primeiro de janeiro até então.

Rogério Amato, presidente da ACSP e da Facesp – Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo -, critica o aumento da arrecadação por meio da elevação da carga tributária. Segundo ele, o fortalecimento da economia deveria ser a fonte para aumentar os caixas do governo. “A expectativa é de que a carga tributária cresça apenas em função da inflação e da elevação do PIB (Produto Interno Bruto). Sem aumento de impostos”, diz Amato.

O começo do ano é um período no qual as famílias mais sentem o peso da carga tributária. Além da taxa de licenciamento de veículos, nessa época há os gastos extras com material escolar. Um estudo do IBPT (Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação) mostra que os pais entregarão ao Leão 47,49% do valor para por uma caneta. Este porcentual representa a carga tributária incidente sobre este produto.

Da maneira similar, do preço de uma régua, 44,65% são tributos. No caso do apontados, da borracha e da agenda, 43,19%. No uniforme escolar, os tributos incidentes representam 34,67% do preço final do item. Veja mais exemplos na tabela abaixo:

 

 



Recuperação depende de uma evolução positiva do cenário político e da realização de um ajuste fiscal efetivo

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Nas lojas de móveis e decorações houve o pior desempenho no mês. A menor queda ocorreu no segmento de autopeças e acessórios, de acordo com a pesquisa AC Varejo

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Esse é o valor relativo a impostos, taxas e contribuições que saiu do bolso dos consumidores, desde o início do ano, e foi para os caixas dos governos

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