Economia

Impostos já abocanham R$ 100 bilhões do contribuinte


Início de ano costuma ser complicado para o bolso do consumidor. Além de impostos e taxas de veículos, tem a volta às aulas. A carga tributária desses itens supera os 40%


  Por Renato Carbonari Ibelli 15 de Janeiro de 2015 às 00:00

  | Editor rcarbonari@dcomercio.com.br


Decorridos apenas quinze dias desde o começo do ano e o Impostômetro da ACSP - Associação Comercial de São Paulo – já revela como será o apetite do fisco em 2015. O painel eletrônico registra nesta sexta, por volta das 13 horas, R$ 100 bilhões. O montante representa a quantidade de impostos, taxas e contribuições pagas pelos brasileiros do dia primeiro de janeiro até então.

Rogério Amato, presidente da ACSP e da Facesp – Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo -, critica o aumento da arrecadação por meio da elevação da carga tributária. Segundo ele, o fortalecimento da economia deveria ser a fonte para aumentar os caixas do governo. “A expectativa é de que a carga tributária cresça apenas em função da inflação e da elevação do PIB (Produto Interno Bruto). Sem aumento de impostos”, diz Amato.

O começo do ano é um período no qual as famílias mais sentem o peso da carga tributária. Além da taxa de licenciamento de veículos, nessa época há os gastos extras com material escolar. Um estudo do IBPT (Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação) mostra que os pais entregarão ao Leão 47,49% do valor para por uma caneta. Este porcentual representa a carga tributária incidente sobre este produto.

Da maneira similar, do preço de uma régua, 44,65% são tributos. No caso do apontados, da borracha e da agenda, 43,19%. No uniforme escolar, os tributos incidentes representam 34,67% do preço final do item. Veja mais exemplos na tabela abaixo: