São Paulo, 27 de Setembro de 2016

/ Economia

Emprego industrial cai 4,6% no primeiro trimestre, diz IBGE
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Foi o 14° trimestre consecutivo de queda. O número de pessoas empregadas na indústria recuou em 0,6% entre fevereiro e março

O número de pessoas empregadas na indústria recuou 0,6% na passagem de fevereiro para março, é o que mostra estudo do Instituto Brasileiro de geografia e Estatísticas (IBGE) divulgado nesta terça-feira, 19. No acumulado entre janeiro e março o recuo no emprego industrial é de 4,6%.

Esse é o 14° trimestre seguido de quedas na ocupação da indústria. Nesses três primeiros meses do ano todos os 18 segmentos analisados revelaram queda na comparação com igual período do ano passado. 

As maiores quedas aparecem nos ramos de máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicação (-11,9%), produtos de metal (-9,3%) e meios de transporte (8,8%).

Na comparação com março do ano passado a queda no emprego é de 5,1%. 

CONTRASTE

A queda no emprego industrial anda em sintonia com a taxa de desemprego geral no Brasil, que avançou 6,5% ao final de 2014 para 7,9% no primeiro trimestre deste ano. Porém, ao passo que o número de pessoas sem emprego cresce, avança também a dificuldade dos empregadores em contratar segundo levantamento da agência de empregos ManpowerGroup.

O estudo da agência, que cobriu 42 países, mostrou que o Brasil é o quarto país onde há mais dificuldades para contratações, atrás de Japão (83%), Peru (68%) e Hong Kong (65%). 

Das 41 700 empresas ouvidas pela pesquisa, 38% relataram dificuldades. A falta de candidatos disponíveis é o problema para 35% delas, enquanto 34% reclamam da falta de qualificação técnica.

HORAS PAGAS PELA INDÚSTRIA

O número de horas pagas pela indústria recuou 0,3% em março ante fevereiro, segundo o IBGE. Já no confronto com março de 2014, a redução no indicador foi de 5,1%, a 22ª taxa negativa nesse tipo de comparação.

Com o resultado de março, o número de horas pagas na indústria acumulou queda de 0,4% no primeiro trimestre contra o último trimestre do ano passado. Já na comparação com os três primeiros meses de 2014, o recuo foi de 5,2%, a 12ª taxa negativa seguida nesta comparação. Em 12 meses até março, o número de horas pagas na indústria cai 4,6%.

FOLHA DE PAGAMENTO

De acordo com IBGE, o valor real da folha de pagamento dos trabalhadores da indústria subiu 0,1% em março ante fevereiro, já descontados os efeitos sazonais. Apesar do resultado, o índice acumula queda de 2,8% em 12 meses e de 4,9% no trimestre, comparado com igual período de 2014.

*com Estadão Conteúdo



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