São Paulo, 20 de Julho de 2017

/ Economia

Emprego doméstico volta a crescer em São Paulo
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Em 2016, o número de empregadas nos lares da região metropolitana da cidade aumentou 3,4%

Após três anos com redução, a parcela de trabalhadoras domésticas no total de mulheres ocupadas voltou a crescer em São Paulo. 

Em 2016, a criação de ocupações nos serviços domésticos aumentou 3,4%, o que alterou a parcela de trabalhadoras nesse segmento, que cresceu de 13,1%, em 2015, para 14,1%, em 2016.

Os dados são da Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED) na região metropolitana de São Paulo, feita anualmente pela Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade) e pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

O levantamento mostra também que aumentou o percentual de diaristas com carteira de trabalho assinada e diminuiu o de mensalistas. 

Em 2015, as mensalistas com carteira assinada representavam a maior proporção dessas trabalhadoras (42,8%). Mas, em 2016, a situação se inverteu, e as diaristas passaram a ser maioria (43%).

Já a parcela de mensalistas sem carteira assinada em 2016 ficou relativamente estável com 17,6%. No ano de 2015 a proporção foi 17,7%.

Outro dado da pesquisa revela que, após 11 anos com expansão, diminuiu o rendimento médio real por hora das mensalistas com carteira e das diaristas. 

De 2015 para 2016, houve redução de 8,3% para as mensalistas com carteira assinada, que passaram a receber, em média, R$ 7,43 por hora e de 4% entre as diaristas, cuja remuneração média passou a ser de R$ 10,26 por hora.

Segundo o levantamento, 86,2% das mensalistas sem carteira assinada não contribuíram para a Previdência Social no ano passado. Entre as diaristas, 76,7% delas não contribuíam para a Previdência, em 2016.

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OCUPAÇÃO FEMININA 

As mulheres correspondiam a pouco menos da metade (46,1%) do total de ocupados na região metropolitana de São Paulo em 2016, mas representavam quase a totalidade dos trabalhadores domésticos (96,9%), realizando, principalmente, atividades de serviços gerais, contratadas com ou sem carteira de trabalho assinada, ou trabalhando como diaristas. 

Ocupações como cuidadora de idosos, que demandam alguma especialização e maior remuneração, ainda constituem uma pequena parcela do segmento.

IMAGEM: Thinkstock



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