São Paulo, 17 de Janeiro de 2017

/ Economia

Dicas para driblar a retração de consumo e a alta de preços
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Estoque alto é sinal de ineficiência na administração de compras, segundo o Sebrae

A redução significativa dos estoques, isto é, a compra de quantidades mínimas de produtos, tornou-se a melhor opção para o empresário driblar esta fase de retração de consumo, segundo Gustavo Carrer, consultor de varejo e marketing do Sebrae SP.

“Compras menores permitem que os supermercadistas tenham mais dinheiro em caixa. Só que, para fazer isso, é preciso ter uma boa gestão de estoque”, afirma Carrer.

Estoque alto, segundo o consultor, significa, em momentos de crise ou sem crise, ineficiência na administração de compras e, nesta fase em que os preços estão em alta, qualquer erro pode colocar a empresa em má situação financeira ou, em casos mais graves, até quebrá-la.

Em geral, diz ele, se o supermercadista não possui métodos para gerenciamento de estoques, o desejo de reduzi-los pode causar ruptura no fornecimento das mercadorias.

“É preciso, então, ter maior rigor no inventário, que precisa ser diário. As compras devem ser feitas por setores, por categorias”, diz.
Nestes tempos mais bicudos, os lojistas também precisam saber negociar preços. Os fabricantes sempre vão preferir vender lotes maiores, já que, para eles, a distribuição fica mais eficiente.

A dica é estabelecer uma certa lealdade, uma relação diferenciada com o fornecedor, oferecendo, por exemplo, maior visibilidade para os produtos  nas gôndolas.

“Agora, se a negociação for muito difícil, tem que partir para a substituição de fornecedores ou compras no atacarejo (lojas que misturam atacado com varejo)”, diz.

A associação com outros supermercados de mesmo porte para compra conjunta também pode ser uma alternativa para evitar aumentos significativos de preços por parte da indústria.

Conhecer o consumidor, estar perto dele no chão de loja, conversar e ouvir o que ele tem a dizer é a principal receita para enfrentar os desafios que estão por vir para pequenos, médios e grandes supermercadistas. E, com certeza, não são poucos.

 

 



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