São Paulo, 06 de Dezembro de 2016

/ Economia

Comércio paulistano fecha postos de trabalho
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As lojas de Vestuário, Tecidos e Calçados e as Lojas de Departamentos foram as atividades que apresentaram as maiores reduções do número de empregados em relação a janeiro

O comércio varejista da Região Metropolitana de São Paulo segue fechando vagas em 2015. Em fevereiro, foram admitidos 43.119 e desligados 45.058, um saldo negativo de 1.939 contratações, o que resultou no menor estoque dos últimos seis meses, totalizando 1.011.904 empregados formais. Os dados compõem a pesquisa mensal da FecomercioSP (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo) a partir de dados do Caged, do Ministério do Trabalho e Emprego.

Em fevereiro, o saldo de empregados caiu 0,2% ante janeiro e avançou 0,2% na comparação com fevereiro do ano passado. As lojas de Vestuário, Tecidos e Calçados e as Lojas de Departamentos foram as atividades que apresentaram as maiores reduções do número de empregados em relação a janeiro, com quedas de 1,7% e 1%, respectivamente.

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Já no comparativo com fevereiro do ano anterior, Concessionárias de Veículos registraram novamente o pior desempenho, com redução de 6,4%. As atividades com incremento no montante de empregados nessa base de comparação foram Supermercados (3,9%) e Farmácias e Perfumarias (2,9%). O índice de rotatividade geral ficou em 4,35 em fevereiro e em 4,57 em 12 meses.

Segundo a assessoria econômica da FecomercioSP, o consumo das famílias, que exerceu ao longo de anos recentes o papel de sustentação do crescimento interno, está dando sinais claros de incapacidade de manter um ritmo positivo, indicando o esgotamento deste modelo de desenvolvimento. "Sem expectativas de melhora da economia no curto prazo, os impactos negativos sobre as receitas e empregos do comércio varejista ficam cada vez mais evidentes", dizem os analistas em relatório.

Para a entidade, as incertezas dos comerciantes e consumidores em razão do baixo crescimento econômico, inflação elevada, juros altos e onda de reajustes de impostos e serviços básicos (como energia elétrica e transportes), influenciam o desaquecimento na geração de emprego. No acumulado do primeiro bimestre do ano, foram fechadas 16.802 vagas, o pior desempenho para esse intervalo desde pelo menos 2008.

De acordo com os analistas da FecomercioSP, neste momento o que há de pior na economia brasileira é a forte incerteza com a qual empresários e consumidores se deparam. "Enquanto os primeiros receiam investir – e não obter o retorno esperado –, os consumidores não sabem quanto seus salários serão deteriorados pela inflação persistentemente alta - sem indícios claros de reversão no médio prazo", aponta o texto.

PROJEÇÕES

De acordo com o relatório, na perspectiva anual a queda da intenção de contratar já atinge 19%, enquanto o nível previsto de investimentos cai 24% e o índice de expansão geral recua 21%. Este é o pior momento para o indicador de expectativa de contratações ao longo de toda a série histórica.

Com base nesses dados e em outras variáveis, a FecomercioSP estima que o nível de pessoal ocupado subirá 0,4% este ano em São Paulo e 0,9% no Brasil como um todo. O rendimento médio mensal deve recuar 2,2% no Estado e 3,8% no País. E a massa de rendimentos provavelmente terá redução de 1,8% entre os paulistas e 3,0% entre os brasileiros.

 



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