São Paulo, 30 de Março de 2017

/ Economia

Brasil continua com o quarto Big Mac mais caro do mundo
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O "índice Big Mac" é publicado anualmente pela revista The Economist, e corresponde a uma forma bem-humorada de comparar câmbio e preços

A revista The Economist publicou nesta quinta-feira (22/01) uma nova versão do curioso “índice Big Mac”, em que o Brasil aparece em posição estável, como o quarto país em que é mais caro o sanduíche da cadeia internacional de lanchonetes.

Pela paridade cambial entre o real e o dólar na última quarta-feira (21/01), o Big Mac brasileiro custava em média US$ 4,21. Perde apenas para países como a Suíça, que vende o sanduíche a US$ 7,54 – o sanduíche mais caro entre os 16 países estudados –, vindo seguido pela Noruega, com o Big Mac a US$ 6,30.

Todos os demais países têm preços menores. Os Estados Unidos, por exemplo, estão em quinta posição, logo após o Brasil, com o Big Mac vendido em média a US$ 4,79. A Ucrânia, com US$ 1,20, e a Rússia, com US$ 1,76, são os países em que o sanduíche é mais barato.

A Economist publica anualmente esse índice desde 1986. Não se trata, obviamente, de uma comparação sobre custo de vida e taxa de câmbio com fundamentos que possam valer para toda a economia.

Mas aquilo que a revista chama de forma histriônica de burguernomics não deixa de ser uma maneira de aferir os preços de um produto universalizado no mercado global. O Big Mac está entre as commodities.

Os correspondentes da Economist também constataram que, depois do mercado americano, a lista em ordem decrescente traz a Austrália, o Reino Unido e a Zona do Euro. Filipinas, Japão, Tailândia e China e Índia se seguem na lista.

Além de dezenas de fatores que influem no preço do sanduíche, como o custo da matéria prima e da franquia, a legislação trabalhista e a margem de lucro possível, dentro do segmento do consumidor, a estatística de burguenomics também procura refletir a questão cambial.

Na Índia, por exemplo, a constante estabilidade da rúpia em relação ao dólar não provocou oscilação no preço, que é de US$ 1,89. No Brasil, no entanto, o preço do sanduíche ficou mais barato em dólar em razão da desvalorização do real entre janeiro de 2013 e agora.

Convém lembrar mais uma vez que o “índice Big Mac” não tem nenhuma fundamentação científica. Se ele é tão popular, no entanto, é porque ele se tornou o retrato bem-humorado de um produto exemplar da economia globalizada.



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