São Paulo, 27 de Abril de 2017

/ Economia

Atividade econômica cai 0,84% e a inflação sobe 0,99%
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O IBC- Br indica que a economia está em profunda recessão, afirma professor da PUC.

Duas más notícias para a economia brasileira nesta sexta (19/6): a prévia da inflação de junho subiu mais ainda e a atividade econômica continua descendo a ladeira.

O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) registrou queda de 0,84% em abril em relação ao mês anterior – a segunda baixa mensal consecutiva. Os dados reúnem informações sobre o nível de atividade da indústria, comércio e serviços e agropecuária. 

Com esse resultado, o índice atingiu em abril o nível mais baixo desde maio de 2012 na série com ajustes sazonais.O resultado de março foi revisto para uma queda de 1,51%, na margem com ajuste, o dado anterior era de baixa de 1,07%. 

Para José Márcio Camargo, professor da PUC-RJ e economista-chefe da Opus Gestão de Recursos, o resultado indica que a economia "está em profunda recessão" e o Produto Interno Bruto (PIB) no segundo trimestre deve registrar uma queda de 1,5%. 

Na avaliação do professor, há um conjunto de fatos que determinam o recuo expressivo da demanda agregada na primeira metade do ano, como a inflação acima de 8% ao ano, a queda de investimentos, a retração da produção industrial e a deterioração do mercado de trabalho, com impactos na renda dos assalariados.

"Neste contexto, a Receita Bruta de Serviços em abril caiu 6% ante março em termos reais, o que é também um resultado bem ruim", afirma  Camargo. 

INFLAÇÃO

Outro número divulgado nesta sexta foi o aumento de 0,99% no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo - 15 (IPCA-15) em junho, que é uma prévia da inflação do mês. Essa foi a maior variação para o mês desde 1996, quando a alta foi de 1,11%, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Com o resultado, o índice atingiu uma alta de 6,28% no ano, a mais intensa para o período desde 2003 (7,75%). Além disso, o avanço em 12 meses chegou a 8,80%, o maior patamar desde dezembro de 2003, quando foi de 9,86%.

Marcio Milan, analista de inflação da Tendências Consultoria Integrada, afirmou que a alta surpreendeu bastante e pode até fazer com que a consultoria revise o indicador fechado do mês, até agora em alta de 0,70%. 

Segundo ele, o IPCA-15 de junho foi puxado pelas altas intensas nos itens de Transportes e Despesas Pessoais. No primeiro, a alta foi de 0,85%  - ante recuo de 0,45% em maio. A alta expressiva das passagens aéreas, de 29,54%, "reverteu todas as quedas ocorridas nos indicadores passados", afirmou Milan. 

Já o item Despesas Pessoais foi puxado pelos reajustes das loterias, de 37,77%. "A expectativa é que esse indicador desacelere para o resultado fechado de junho", disse Milan.

Por outro lado, segundo o analista, a alimentação fora do domicílio segue desacelerando, de 0,77% no IPCA-15 de maio para 0,67% no indicador de junho, e pode contribuir para segurar a inflação no IPCA fechado.



Consumidores tem sido mais beneficiados do que as empresas nesse processo, segundo dados do Banco Central

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O valor foi de 1,530 bilhão em março, 18,5% a mais do que o registrado no mesmo período do ano passado

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Nos últimos 12 meses, o saldo de investimento estrangeiro ficou em US$ 85,939 bilhões, o que representa 4,62% do PIB

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