São Paulo, 25 de Julho de 2017

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"Não renunciarei!"
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Em pronunciamento realizado no meio da tarde, Temer afirmou que nunca pediu a compra do silêncio do deputado Eduardo Cunha e pede que as investigações sejam velozes

O presidente foi enfático ao afirmar que não renunciará em pronunciamento no início da tarde desta quinta-feira,18/05, um dia após o vazamento de delações que envolvem seu nome na compra do silêncio do ex-deputado Eduardo Cunha. O presidente cobrou investigações plenas e ágeis para que, em suas palavras, não se crie um clima dúbio sobre sua pessoa.

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Temer afirmou que cobrou do Supremo Tribunal Federal (STF) os áudios gravados pelo empresário Joesley Batista, um dos donos da JBS, que envolveria seu nome, mas até o momento do pronunciamento disse que não havia recebido nada.

Temer lembrou que as acusações envolvendo seu nome acontecem em um momento de retomada da economia. “O governo vive seu melhor e seu pior momento. Nessa semana tivemos a queda da inflação, o crescimento da economia, geração de emprego. Criamos esperança e as reformas estavam caminhando”, disse.

Ele enfatizou que essas conquistas não podem ser perdidas por causa de “conversas gravadas clandestinamente que podem trazer novamente o fantasma da crise política”.

“Todo o esforço para tirar o país da recessão pode ter sido inútil”, afirmou o presidente, apelando para que as conquistas “não sejam jogadas no lixo”.

Temer confirmou que recebeu e ouviu o relato do empresário da JBS, mas garantiu que nunca mandou comprar silêncio de quem quer que seja. “Não comprei o silêncio de ninguém porque não temo delação... nunca autorizei que usassem meu nome indevidamente”, disse o presidente.

Veja abaixo a íntegra do pronunciamento.
 

IMAGEM: Agência Brasil



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