São Paulo, 25 de Setembro de 2016

/ Brasil

Reprovação ao governo da presidente Dilma bate recorde
Imprimir

Para 65% do eleitorado, a administração da petista é "ruim" ou "péssima". É a pior marca apurada pelo instituto Datafolha desde a época do impeachment do ex-presidente Collor de Mello

A queda de popularidade da presidente Dilma Rousseff bateu um novo recorde: 65 de cada cem eleitores brasileiros consideram sua administração “ruim” ou “péssima”, de acordo com pesquisa do Datafolha divulgada neste sábado (20).

É a pior marca registrada desde janeiro de 2011, quando a presidente iniciou seu primeiro mandato. São mais cinco pontos percentuais negativos em relação ao levantamento realizado em abril passado.

É também a mais elevada taxa de reprovação desde os 68% que o Datafolha cravou em setembro de 1992, às vésperas do impeachment do então presidente Fernando Collor de Mello. É, praticamente, um empate técnico, se considerado o critério de margem de erro.

No mais recente levantamento, escassos 10% dos entrevistados classificam o governo da petista como bom ou ótimo --três pontos a menos do que o apurado em abril. Outros 24% julgam seu governo regular. O instituto entrevistou 2.840 pessoas em 174 municípios.

É interessante notar que a popularidade da presidente é agora baixa entre eleitores de diferentes níveis de renda.

Mesmo no grupo dos mais pobres (com renda familiar mensal de até dois salários mínimos), a reprovação atinge 62%. Apenas 11% aprovam sua administração.

LEIA MAIS: Atividade econômica cai 0,84% e inflação sobe 0,99%

O índice de reprovação apurado pelo Datafolha nos nove Estados nordestinos, que compõem a região onde Dilma obteve enorme vantagem de votos na eleição de 2014, alcança 58%.

O Datafolha também apurou o pessimismo do eleitorado em relação a outros aspectos econômicos, como a questão do emprego.
Para 73 de cada cem entrevistados, o desemprego irá aumentar no próximo período --onze pontos percentuais a mais em relação à pesquisa realizada em fevereiro passado. É agora a terceira preocupação dos brasileiros, atrás da saúde e da corrupção.

LEIA MAIS: O desemprego se alastra


 Foto: ANDRÉ DUSEK/ESTADÃO CONTEÚDO
 



Acima de um terço das companhias entrevistadas em levantamento da Ancham/SP informam que até dezembro colocarão em prática novos investimentos

comentários

Pesquisa revela que as classes de menos poder aquisitivo foram as que tiveram maior crescimento proporcional em relação ao levantamento de 2014

comentários

A demanda por funcionários temporários deve encolher: serão ofertadas 135 mil vagas, 2,4% menos do que em 2015, prevê levantamento da CNC

comentários