São Paulo, 23 de Fevereiro de 2017

/ Brasil

Reprovação ao governo da presidente Dilma bate recorde
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Para 65% do eleitorado, a administração da petista é "ruim" ou "péssima". É a pior marca apurada pelo instituto Datafolha desde a época do impeachment do ex-presidente Collor de Mello

A queda de popularidade da presidente Dilma Rousseff bateu um novo recorde: 65 de cada cem eleitores brasileiros consideram sua administração “ruim” ou “péssima”, de acordo com pesquisa do Datafolha divulgada neste sábado (20).

É a pior marca registrada desde janeiro de 2011, quando a presidente iniciou seu primeiro mandato. São mais cinco pontos percentuais negativos em relação ao levantamento realizado em abril passado.

É também a mais elevada taxa de reprovação desde os 68% que o Datafolha cravou em setembro de 1992, às vésperas do impeachment do então presidente Fernando Collor de Mello. É, praticamente, um empate técnico, se considerado o critério de margem de erro.

No mais recente levantamento, escassos 10% dos entrevistados classificam o governo da petista como bom ou ótimo --três pontos a menos do que o apurado em abril. Outros 24% julgam seu governo regular. O instituto entrevistou 2.840 pessoas em 174 municípios.

É interessante notar que a popularidade da presidente é agora baixa entre eleitores de diferentes níveis de renda.

Mesmo no grupo dos mais pobres (com renda familiar mensal de até dois salários mínimos), a reprovação atinge 62%. Apenas 11% aprovam sua administração.

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O índice de reprovação apurado pelo Datafolha nos nove Estados nordestinos, que compõem a região onde Dilma obteve enorme vantagem de votos na eleição de 2014, alcança 58%.

O Datafolha também apurou o pessimismo do eleitorado em relação a outros aspectos econômicos, como a questão do emprego.
Para 73 de cada cem entrevistados, o desemprego irá aumentar no próximo período --onze pontos percentuais a mais em relação à pesquisa realizada em fevereiro passado. É agora a terceira preocupação dos brasileiros, atrás da saúde e da corrupção.

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 Foto: ANDRÉ DUSEK/ESTADÃO CONTEÚDO
 



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