São Paulo, 27 de Abril de 2017

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Grupo Pão de Açúcar forma comitê para investigar denúncia
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Segundo reportagem da revista Época, os supostos pagamentos a Antônio Palocci ocorreram durante a fusão do grupo GPA com as Casas Bahia e estão sob investigação da Justiça Federal do Paraná

O Grupo Pão de Açúcar (GPA) informou por meio de nota que irá investigar as informações publicadas na imprensa sobre suposta realização de pagamentos pela companhia ao criminalista Márcio Thomaz Bastos. Reportagem da revista Época afirma que a varejista teria feito repasses em dinheiro para o advogado e que os valores mais tarde foram entregues ao ex-ministro da Casa Civil, Antônio Palocci, um dos investigados na operação Lava Jato da Polícia Federal.

O GPA afirmou na nota que seu Conselho de Administração se reuniu hoje e deliberou por unanimidade solicitar ao Comitê de Auditoria que dê início a uma investigação sobre "a suposta existência e a origem dos pagamentos realizados; caso se verifique que ocorreram, os serviços que a eles corresponderam, e a cadeia de aprovações de tais pagamentos".

A companhia afirma que, até a publicação da reportagem, o Conselho de Administração não tinha informação sobre a existência dos pagamentos nela referidos. A empresa destaca que as informações da revista dão conta de que tais pagamentos ocorreram antes da aquisição do controle da Companhia pelo Grupo Casino, ocorrida em julho de 2012.

De acordo com a reportagem da revista, os pagamentos teriam sido feitos pelo GPA depois da vitória da presidente Dilma Rousseff nas eleições de 2010 e da indicação de Palocci à Casa Civil. A revista afirma que os pagamentos a Palocci ocorreram quando o grupo, então controlado pelo empresário Abílio Diniz, negociava a fusão com as Casas Bahia.

 



A medida, que ainda precisa ser analisada pela Câmara, vale para todas as autoridades, menos para os presidentes dos três poderes

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