São Paulo, 28 de Maio de 2017

/ Brasil

Fachin autoriza abertura de inquérito para investigar Temer
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Medida foi tomada a partir das delações dos empresários Joesley Batista e Wesley Batista, donos do grupo JBS

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin decidiu abrir inquérito sobre o presidente Michel Temer. A medida foi tomada a partir das delações premiadas dos empresários Joesley Batista e Wesley Batista, donos do grupo JBS, controlador do frigorífico Friboi.

A previsão é de que o sigilo das delações seja retirado ainda hoje. O conteúdo dos depoimentos envolvendo Temer foi antecipado ontem (17/05) pelo jornal O Globo.

Segundo a reportagem, em encontro gravado em áudio pelo empresário Joesley Batista, Temer teria sugerido que se mantivesse pagamento de mesada ao ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha e ao doleiro Lúcio Funaro para que estes ficassem em silêncio. Cunha está preso em Curitiba.

A Presidência da República divulgou nota na noite de ontem na qual informa que o presidente Michel Temer "jamais solicitou pagamentos para obter o silêncio do ex-deputado Eduardo Cunha", que está preso em Curitiba, na Operação Lava Jato.

LEIA MAIS: Temer afunda em sua maior crise com delação da JBS

A Casa Civil confirmou nesta quinta-feira (18/05) que o Palácio do Planalto solicitou ao Supremo Tribunal Federal a íntegra das gravações divulgadas ontem pelo jornal O Globo. 

De acordo com assessores do Planalto, o material solicitado servirá de base para o pronunciamento a ser feito pelo presidente da República, provavelmente ainda hoje.

REFORMAS

Alencar Burti, presidente da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) e da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp) afirma que o momento do país é grave e exige definições urgentes. "Os trabalhadores e os empresários não aguentam mais o que os políticos – com honrosas exceções – estão fazendo com o Brasil”, declara Burti.

O presidente da ACSP almeja que “as denúncias sejam investigadas e que todos os culpados sejam punidos, dentro dos preceitos da Constituição; quem não pode ser punido com a incerteza e com a paralisação das reformas é o País”.

"É preciso que o Congresso continue a votar as reformas e que as decisões da Justiça reestabeleçam a tranquilidade institucional, para que o Brasil supere essa grave crise, resolva seus problemas e volte a crescer”, diz Burti.  

ÁUDIO COMPROMETEDOR

No início da noite desta sexta-feira o ministro Fachin divulgou o áudio do encontro entre o empresário Joesley Batista e o presidente Michel Temer. A divulgação foi feita após a decisão do ministro, que retirou o sigilo dos depoimentos de delação do empresário.

O áudio tem cerca de 40 minutos. Na conversa, Temer e Batista conversam sobre o cenário político, os avanços na economia e também citam a situação do ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que foi preso na Operação Lava Jato, por volta dos 11 minutos. 

IMAGEM: Agência Brasil



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