Economia
Espaço no mercado internacional
Com acordos, crise poderá ajudar o Brasil a aumentar participação nas exportações mundiais.
Renato Carbonari Ibelli - 22/1/2009 - 20h32
Para o governo Federal, a crise pode antecipar para este ano a meta do País de atingir 1,25% das exportações mundiais. No entanto, isso não significa aumento das vendas externas brasileiras. Essa expansão era projetada 2010, mas segundo Welber Barral, secretário de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic), o Brasil será favorecido porque a desaceleração da economia global terá maior impacto em outros países. "Não vamos antecipar a meta por que nossas exportações irão crescer, e, sim, por conta da queda mais acentuada das outras economias", disse Barral ontem, em evento promovido pela Câmara Americana de Comércio (Amcham), em São Paulo.

Hoje, o Brasil possui 1,1% do comércio mundial, o que o coloca na 24º posição entre os maiores exportadores. Se a meta for atingida, o País subirá pelo menos três posições. Para alcançar esse objetivo, o Mdic terá de lançar mão de uma série de medidas para amenizar os efeitos da crise. Entre elas, Barral pretende ampliar a pressão sobre o Congresso Nacional, pedindo a aprovação urgente de acordos internacionais. Segundo o secretário, alguns deles tramitam há cerca de cinco anos no Legislativo. "Não há impeditivo para a aprovação desses projetos. Eles não entram em pauta porque o Congresso não dá a devida importância ao assunto."

Com a crise, Barral espera ter mais argumentos para colocar esses projetos na pauta de votação. Alguns dos países envolvidos são a Índia, África do Sul e Israel. "A Índia é um mercado importante para nós, mas como não conseguimos levar adiante acordos antigos, estamos com dificuldade de fechar novos projetos com aquele país", explica Barral.

O secretário também pretende redobrar os cuidados com possíveis medidas protecionistas praticadas por outros mercados. De acordo com ele, em tempos de crise, essa prática é muito comum. Barral alegou precisar da ajuda do setor privado nesse caso e pediu aos exportadores para comunicarem ao ministério as dificuldades enfrentadas.

Barral garantiu não haver falta de crédito no mercado. Segundo ele, a escassez sentida em outubro e novembro foi superada. Mas o secretário admite que as pequenas e médias empresas ainda enfrentam dificuldade para obter financiamento. Isso acontece, diz ele, principalmente porque o sistema financeiro está mais seletivo na momento de emprestar. "Estamos dialogando com bancos oficiais para fazer com que eles deem mais atenção ao comércio exterior", disse.



Boas perspectivas para serviços




A Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB) aposta em um panorama mais positivo para as exportações de serviços do que para as de bens. Segundo o vice-presidente José Augusto de Castro, o setor de serviços está acostumado a trabalhar sem depender da disponibilidade de crédito, ao contrário do que acontece com os bens, que precisam de financiamento para produzir e exportar. Além disso, em julho, as exportações do setor ganharão um incentivo com a criação da Nomenclatura Brasileira de Serviços (NBS), que permitirá o desenvolvimento do Sistema Integrado de Comércio Exterior de Serviços (Siscoserv). Ele vai gerar estatísticas sobre o desempenho do segmento no mercado internacional. A ferramenta é semelhante ao Sistema Integrado de Comércio Exterior (Siscomex), . Mas o Siscoserv não impedirá as exportações das empresas que não constarem do banco de dados. Hoje, a lista de exportações de serviços tem 19 itens - o governo espera ampliá-los para 650 tópicos.

Para Castro, as exportações dos serviços precisam uma legislação específica, o desenvolvimento de empresas exportadoras e a criação de um sistema de drawback, que permite incentivos fiscais.
 
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Comentários dessa matéria (2).
ANINHA
26/1/2010 11:27:29
EU ACHO QUE VELHO É AQUELE QUE DESISTIU DE SER FELIZ, QUE DESISTIU DE BUSCAR O BEM ESTAR SEJA, FISICAMENTE OU ESPIRITUALMENTE. NÓS ENCONTRAMOS TANTOS JOVENS DE IDADE INTRAGÁVEIS, QUE PARECEM QUE TÊM 100 ANOS DE VIDA. É ISSO AÍ, NEUSA VOCE NÃO É FRACA NÃO VIU? COMO EU GOSTARIA DE SER VOCÊ (INVEJA SANTA VIU?)
Ana Lu
7/11/2009 04:27:18
Acho besteira a pessoa não querer ser chamada de velha. É um nome como qualquer outro. Se sou velha não quero que me chamem de jovem. É simples. O nome classifica: o que é velho é velho. É um estado de ser. Pode ser uma flor, um sapato, um gato, uma cadeira ou um chapéu se está velho é velho. Se a velha não se vê assim ou nem se sente assim, não importa aos outros aos que a veem. Se está velha de idade, é velha. Agora, o não gostar de ser chamada de velho parece um preconceito ao que é velho, que é um estado natural das coisas, que no fim acabam ficando velhas. E daí?
 
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