Lula afirmou que o Brasil pode contribuir para a paz entre os dois povos, e está disposto a sediar encontros dos grupos que querem a paz. Para isso, alertou que é preciso que Israel pare de expandir os seus assentamentos em territórios palestinos. "Essa ampliação deve parar, sob pena de vir a apagar a chama da esperança", disse.
O presidente ressaltou que é preciso que os palestinos tenham voz uníssona na mesa de negociações, porque sem unidade não haverá ganhadores, só perdedores. "Isso impedirá a construção de um Estado palestino e manterá Israel sob permanente insegurança." Ele disse que é preciso ter abertura para ouvir o outro lado. "Por isso, apoiamos a aproximação entre o Irã e Israel, como forma de estabelecer um diálogo".
Questionado se poderia se colocar à disposição para mediar um diálogo entre o Hamas (grupo fundamentalista que domina a Faixa de Gaza) e a ANP, Lula disse que o Brasil está disposto a conversar com quer que seja. "Não existe força política de direita ou de esquerda com a qual o Brasil não se disponha a conversar. O acordo de paz exige a presença de todas as partes envolvidas", afirmou. Por sua vez, Abbas ressaltou a situação política de grande dificuldade, no momento em que Israel expande os seus assentamentos em territórios palestinos.
Ontem, Lula inaugurou, em Ramalah, a Rua Brasil, em frente à sede da ANP, e colocou flores no mausoléu do líder palestino Yasser Arafat.
'Proibir assentamentos é injusto'
"Essa demanda para proibir judeus de construir em Jerusalém Oriental é totalmente injusta", afirmou Lieberman. Os palestinos querem Jerusalém Oriental como capital de seu futuro Estado independente.
"Eu acho que essa exigência ocorre, de várias maneiras, como uma oportunidade para a comunidade internacional ir para cima de Israel e aplicar pressão sobre o país, para exigir coisas que não são razoáveis", disse.
Lieberman se referiu às reprovações dos EUA, da ONU, da União Europeia e de vários outros países sobre a decisão de Israel de construir mais 1.600 casas em Jerusalém Oriental. A área leste da cidade sagrada foi tomada pelo Estado judeu na Guerra dos Seis Dias de 1967 e não é reconhecida pela ONU como território israelense.
O anúncio ocorreu durante a visita do vice-presidente dos EUA, Joe Biden, para tentar fazer com que fossem retomadas as negociações de paz entre israelenses e palestinos, paralisadas há 15 meses. O congelamento da construção de novas casas é uma exigência dos árabes para que o diálogo recomece, principalmente em Jerusalém Oriental, área reclamada por eles como capital de seu futuro Estado.
A cidade, aliás, foi palco de enfrentamentos entre palestinos e a Polícia de Israel durante a semana.