RIO - O analista de sistemas Fábio Vieira, de 26 anos, é um dos 10,4 milhões de fumantes da Região Sudeste, que é a que concentra o maior número de consumidores de cigarros no País. Ele mora no Rio de Janeiro, Estado que, de acordo com a Pesquisa Especial de Tabagismo (Petab) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), tem 15,2% de fumantes.
Vieira começou a fumar com os amigos, apenas quando saía à noite e bebia. Ele tinha 19 anos e não gostava do sabor do cigarro comum. Por isso preferia os cigarros de cravo, também conhecidos como "de Báli". No início, dava apenas "uns tragos", aos poucos, viciou-se no fumo de marcas tradicionais.
Ele já parou de fumar uma vez, por conta própria, sem o auxílio de remédios, por seis meses. "Mas fiz uma viagem de trabalho sozinho e voltei, acho que o cigarro acaba sendo uma companhia", tenta justificar.
Vieira vem de uma família de fumantes: o pai, a mãe e a mulher também fumam, e acredita que isso também o tenha influenciado. Mesmo sendo usuário de tabaco, o analista de sistemas é a favor das leis que restringem o fumo em ambiente fechado. Ele é obrigado a descer do prédio onde trabalha para ir fumar na rua. "Acabo fumando menos durante o dia."
Vieira planeja parar de fumar um dia, mas não sabe quando. "Talvez no dia em que a minha mulher ficar grávida", conjectura ele, diante da insistência da repórter em querer saber quando seria.