Internacional
Mujica amplia liderança em pesquisa eleitoral no Uruguai
A intenção de voto para o ex-guerrilheiro tupamaro e ex-ministro do Presidente Tabaré Vázquéz subiu de 48% para 49,6%.
Agência Estado - 25/11/2009 - 17h26

O candidato oficial à Presidência do Uruguai, José "Pepe" Mujica, ampliou sua vantagem sobre o rival Luis Alberto Lacalle, de acordo com a última pesquisa de intenção de votos realizada pela Interconsult e divulgada hoje pelo jornal "Ultimas Noticias". A intenção de voto para o ex-guerrilheiro tupamaro e ex-ministro do Presidente Tabaré Vázquéz subiu de 48% para 49,6%, enquanto o candidato de centro-direita do Partido Nacional e ex-presidente Lacalle aumentou de 42% para 42,1%.



Para o diretor da Interconsult, Juan Carlos Doyenart, se estas intenções forem mantidas, o triunfo de José Mujica e seu vice Danilo Astori "estaria garantido, mesmo se todos os indecisos se inclinassem por Lacalle e o vice Jorge Larrañaga", nesse segundo turno das eleições no próximo domingo. Na pesquisa realizada entre os dias 19 a 22 de novembro, 3,8% dos entrevistados disseram que vão votar em branco, enquanto que 4,5% afirmaram que ainda estão indecisos. Foram ouvidas 900 pessoas maiores de 17 anos em todo o país, segundo a Interconsult.



No primeiro turno das eleições, realizado no dia 25 de outubro, o candidato da esquerdista Frente Ampla, coalizão que está no governo há dez anos, obteve 47,96% dos votos. O ex-presidente Lacalle, o liberal que governou o Uruguai entre 1990 a 1995, obteve 29,07% dos votos. Nesta semana, Mujica ganhou o apoio público do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e foi criticado por especialistas em Relações Internacionais por "interferência inadequada na política de outro país", como se expressou o professor da Unesp, Clodoaldo Bueno.



Nas últimas semanas, o Partido Nacional (PN) de Lacalle, de centro-direita, concentrou sua campanha na divulgação das propostas de governo relacionadas às questões fiscais e de segurança. Lacalle prometeu eliminar o Imposto de Renda para Pessoas Físicas em quatro anos. A ideia muda a reforma tributária realizada pelo governo em 2007, quando o Imposto às Retribuições Pessoais foi substituído pelo Imposto de Renda. A Frente Ampla reiterou que manterá as políticas sociais e de macroeconomia desenvolvidas por Vázquez na última década.

 
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