DCultura
Os filarmônicos
MMJ - 6/8/2009 - 20h04

Reprodução
A Filarmônica de Israel, 73 anos de vida, chega ao Brasil para uma nova maratona de concertos. Liderada pelo indiano Zubin Mehta (foto), seu diretor artístico vitalício, apresenta-se na Sala São Paulo (10 e 11); no Theatro Municipal de Paulínia, região metropolitana de Campinas (8 e 12); no Rio de Janeiro (13); em Ribeirão Preto (15) e em Curitiba (17). Na segunda (10), Mehta regerá duas sinfonias do alemão Ludwig van Beethoven (1770-1827): a Pastoral (Nº6. Op. 68) e a Nº 7, Op. 92 . Na terça (11), foram programados três poemas sinfônicos do também alemão Richard Strauss (1864-1949): Don Juan, Till Eulenspiegel e Uma Vida de Herói. Criador de extensa e personalíssima obra, Beethoven experimentou quase todos os gêneros musicais. Escreveu nove sinfonias, 31 peças para orquestras (entre elas a Abertura Coriolano), 92 para conjuntos de câmara, 101 partituras para diversas formações instrumentais (teclado, trios, quartetos), 77 trabalhos de canto coral, 87 canções e apenas uma

ópera (Fidélio). A Sinfonia Nº 6 é peculiar, difere bastante do tônus das outras oito. Tem um fluxo evocativo da  natureza em seus vários estados. Veja-se pelos nomes que Beethoven deu aos movimentos dessa obra: Chegada ao Campo; Passeio pelo Riacho e Emoção Provocada pelos Cantos dos Pássaros; O Encontro com uma Orquestra de Aldeia com os Camponeses Dançando; A Tempestade e O Retorno à Calmaria. No filme Fantasia (Walt Disney, 1940), um dos melhores momentos é a leitura que os artistas do estúdio do mago da animação faz da Pastoral. Já a Sinfonia Nº 7, escrita entre 1811 e 1812, é vigorosa e prima por complexidades harmônicas, combinadas a expressivos desenhos orquestrais. E os poemas sinfônicos de Strauss? Afinal, o que são poemas sinfônicos? Em poucas palavras, são obras descritivas, que "contam histórias". Neste gênero, Strauss foi mestre. Sala São Paulo. Praça Júlio Prestes. Tel.: 3223-3966. Segunda (10) e Terça (11), 21h. Ensaio aberto, grátis. A Filarmônica de Israel fará ensaio aberto segunda (10), às 10h, também na Sala São Paulo. Ingressos serão distribuídos a partir das 9h, na bilheteria da Sala.

O CORAÇÃO DA ORQUESTRA

O contrabaixo, também conhecido pelo diminutivo baixo, é considerado o instrumento que marca a pulsação do conjunto instrumental, seja sinfônico ou de câmara. Originalmente, tinha três cordas. Hoje em dia, há versões com quatro (as mais comuns) e até cinco. Essa quinta corda alcança o dó grave, situando a extensão do contrabaixo uma oitava abaixo do violoncelo. Ouça - Para contrabaixo solo e orquestra: Concerto em Si Maior, de Dittersdorf. Solos orquestrais para contrabaixo: Mahler (3º movimento da Sinfonia Nº 1 em Ré Maior); Stravinsky:  (Vivo, do balé Pulcinella -  dueto cômico com o trombone). E naipe de contrabaixos com cellos na 1ª parte do finale da Sinfonia Coral (Nona), de Beethoven.

 
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